Nomes de clientes alegadamente “caloteiros” afixados em Viseu

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pagaoquedeves

O gerente de uma empresa dos arredores da cidade de Viseu cansou-se de somar “calotes” e pendurou vários cartazes nos quais divulga o nome de clientes alegadamente devedores, que promete ir retirando à medida que as dívidas forem saldadas.

As inúmeras folhas de papel em tamanho A4 não passam despercebidas aos clientes que dão entrada na Visotubos, um estabelecimento comercial especializado em tubos, hidráulica e pneumática, que decidiu divulgar o nome dos clientes que deixaram as contas mais altas por pagar.

“Em números redondos, devem ser uns 10 mil euros que tenho em calotes”, revelou à Lusa João Figueiredo, gerente da Visotubos.

As dívidas de clientes começaram a acumular desde o ano de 1997, “ainda não se falava de crise”, mas só há cerca de dois meses decidiu fazer um resumo dos devedores mais significativos.

“Fiz papéis à maneira, com o nome da empresa devedora, nome do gerente ou responsável e seu contacto, assim como a data da dívida e pendurei para que toda a gente visse”, explicou.

João Figueiredo diz que com esta ideia “espera pouco, pois alguns dos clientes não vão pagar nunca”, mas pelo menos “fica o alerta para quem também os tenha como clientes”.

As folhas estão penduradas há cerca de dois meses. No entanto, “desde então ainda ninguém pagou qualquer dívida”.

“Houve já quem se tivesse queixado por ter o seu nome exposto, mas não teve vergonha para vir pagar”, referiu.

Para o gerente da Visotubos, “o ideal seria os clientes serem responsabilizados pelas Finanças, sempre que têm pagamentos em atraso”.

Recorda que já levou um cliente devedor a tribunal, mas o caso não ficou resolvido e só serviu para juntar mais um prejuízo à dívida que já tinha.

“Se estivesse dependente do pagamento destes calotes todos, já tinha morrido de fome enquanto esperava”, lamentou.

Por isso, “a regra da casa agora é só vender a pronto pagamento. Quem não traz dinheiro, não leva material”, concluiu.

 Agência Lusa

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