Jerónimo de Sousa desafia PS a resolver “contradição insanável”

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O líder do PCP disse sexta-feira à noite, em Marco dos Pereiros, que o PS tem de resolver a “contradição insanável” de se opôr às medidas do Governo, mas estar de acordo com o memorando da ‘troika‘.

“É contraditório e estranho que o PS assume, de certa forma, o papel de oposição, mas não resolve este problema e contradição insanável: não se pode subscrever e estar de acordo com o memorando das ‘troikas’ e simultaneamente dizer que está em desacordo com as medidas que resultam desse pacto de agressão”, sublinhou Jerónimo de Sousa.

O secretário-geral comunista discursava num jantar/comício em Marco dos Pereiros, na freguesia de Castelo Viegas, no concelho de Coimbra, sobre “Uma política e um Governo patriótico de esquerda”, promovido pela Organização Regional de Coimbra do PCP.

Segundo Jerónimo de Sousa, “a direita tem o PS preso pelo rabo – salvo a expressão-, porque de facto os socialistas assinaram o memorando da ‘troika’ que aponta “para a austeridade, cortes nos salários, nas pensões, na legislação laboral, nos direitos dos trabalhadores, dos reformados, e que visa fundamentalmente ajudar a banca e o setor financeiro”.

No discurso, perante cerca de 400 pessoas, o líder comunista comparou ainda a ‘troika’ ao princípio do buldogue, que quando ataca, “nem que agarre só uma pontinha de pele nunca mais larga e vai sempre abocanhando até à asfixia da vítima”.

“Este é o princípio do Fundo Monetário Internacional, de relatório em relatório, de anúncio em anúncio, vai dizendo que os portugueses estão no bom caminho, mas que é preciso mais austeridade”, disse Jerónimo de Sousa.

O secretário-geral do PCP acusou ainda o Governo de conduzir a “muitos dramas sociais” com a política de austeridade, que aumenta impostos e os cortes na proteção social e reduz nos salários, nas pensões, no Serviço Nacional de Saúde, na educação e na Segurança Social.

Jerónimo de Sousa considerou que a atingida a democracia económica “social, económica e cultural” é agora a democracia “política e cultural” de Portugal que “está em perigo”, acusando o Governo de estar “fora da lei”, ao não respeitar os princípios da Constituição.

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