Tribunal de júri absolve homem acusado de homicídio em Aveiro

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O homem suspeito de ter matado, em 2000, uma prostituta, de 18 anos, em Cacia, Aveiro, foi absolvido por um tribunal de júri de todos os crimes de que estava acusado.

O arguido, que assumiu ser o denominado “estripador de Lisboa”, negando-o mais tarde às autoridades policiais e judiciárias, vinha acusado de um crime de homicídio qualificado e outro de fogo posto.

José Guedes, que assumiu ser o denominado “estripador de Lisboa”, negando-o mais tarde às autoridades policiais e judiciárias, é suspeito de ter matado uma prostituta de 18 anos, em Cacia, Aveiro, único crime que ainda não prescreveu.

O julgamento está a decorrer desde outubro do ano passado com tribunal de júri, composto por três juízes e quatro jurados, que intervêm na decisão das questões da culpabilidade e da determinação da sanção.

Nas alegações finais, o Ministério Público (MP) e a advogada do pai da vítima, que se constituiu como assistente no processo, pediram a condenação do arguido, apesar da ausência de prova direta.

A procuradora do MP Marianela Figueiredo considerou que toda a prova feita no julgamento “é bastante para afirmar, além de qualquer dúvida razoável”, que o arguido cometeu os crimes de que está acusado, e apelou à “ousadia sentencial” dos jurados.

Já a advogada que defende José Guedes pediu a absolvição do seu cliente, considerando que o arguido está “completa e totalmente inocente”, dos crimes de que está acusado.

O arguido, de 46 anos, encontra-se em prisão preventiva há mais de um ano, e está acusado de um crime de homicídio qualificado, punível com pena de prisão de 12 a 25 anos, e outro de fogo posto, cuja moldura penal pode atingir os cinco anos, quando praticado com negligência.

Segundo o despacho de acusação do MP, a que a agência Lusa teve acesso, em data incerta, entre 13 e 16 de janeiro de 2000, José Guedes abordou a vítima no lugar da Póvoa do Paço, em Cacia, com o pretexto de com ela manter relações sexuais remuneradas.

O alegado homicida terá conduzido depois a jovem a uma casa isolada em construção, onde lhe terá desferido diversos golpes na cabeça, usando um instrumento contundente não determinado, e ter-lhe-á apertado o pescoço, causando-lhe lesões fatais.

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