Ex-ministra defende reformulação da ADSE com “bastante regulação”

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Ana Jorge DR

A ex-ministra da Saúde, Ana Jorge, defende a reformulação da ADSE, e pensa que já devia haver “bastante regulação” para que os funcionários do Estado não paguem, no setor privado, aquilo que o setor público pode fazer.

Ana Jorge falava hoje à agência Lusa à margem de uma conferência na Faculdade de Ciências da Saúde da Covilhã, comentando a discussão sobre o subsistema de Saúde dos funcionários públicos.

“O que temos de garantir é um serviço público de Saúde de qualidade”, o que depende do “financiamento”, logo “tem de haver bastante regulação no sistema, para que não haja desvios quando há capacidade no sistema público”, referiu.

Ou seja, “o setor privado deve ser complementar e não concorrente do sistema público”, acrescentou.

A antiga ministra da Saúde lembrou que, “obviamente, ninguém pode acabar com a ADSE de um momento para o outro”, alertando que os funcionários públicos se podem sentir lesados.

Sugere, por isso, “uma ampla discussão”, envolvendo todos os parceiros, incluindo estruturas sindicais, “para saber o que isto significa para aquele funcionários e para os outros cidadãos que não têm este tipo de acesso”.

Para Ana Jorge, tal implica a discussão, “muito importante”, da “liberdade de escolha” dos beneficiários da ADSE, defendendo hoje, tal como na altura em que ainda era ministra, o fim de acordos com privados, nas áreas em que há capacidade de resposta no setor público.

Caso contrário, dá-se uma transferência de verbas adstritas ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) para o setor privado, que, por sua vez, lhe dá capacidade para oferecer melhores condições aos médicos, conquistando-os ao SNS, alertou.

2 Comments

  1. Henrique Costa says:

    "podem sentir lesados"!?!?!? Lesado sinto-me eu que sei que parte dos meus impostos são para financiar a assistência médica dos funcionários públicos!!!! Recebem mais, têm reformas mais altas, reformam-se mais cedo, têm mais asssistência médica, não são despedidos e quando alguém quer repor a justiça…. é inconstitucional porque as regalias podem ser diferentes, a porrada é que tem de ser igual!! Enfim são anos a viver à custa do estado e toda a gente quer que assim continue porque, no fundo, toda a gente aspira a ser mais cedo ou mais tarde funcionário público… é a vida, como dizia outro funcionário público famoso!!!

    • J.Bártolo says:

      Quase parece… É tudo culpa dos funcionários públicos… Eles até só descontam 1.5 por mês, (além de mais 10% para a CGA) pagam adiantado todas as consultas e exames e depois recebem, se receberem, uma percentagenzita muito inferior à que pagariam no SNS. Então o que dizer de todos aqueles que recebem subsídios, alguns superiores ao ordenado mínimo, sem nada terem contribuído. É melhor do que ter que trabalhar…Conheço alguns casos que preferiram o subsidio a ter que trabalhar…e tinham emprego garantido.
      Meu amigo: se conhecesse a realidade teria ficado calado. Fui funcionário público, com muita honra, e NÃO DEVO NADA A NINGUÉM. Nunca ninguém me perguntou se queria trabalhar, de dia e de noite e aos fins de semana, sem que me pagasse as horas. Agora a culpa é deles!!!???

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