Esmoriz vai hoje a votos com seis candidatos à Junta de Freguesia

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A Junta de Freguesia de Esmoriz vai hoje (13) a eleições intercalares com seis candidatos diferentes, depois de uma série de conflitos internos no executivo anterior terem conduzido à dissolução dos órgãos locais desta cidade do concelho de Ovar.

Rosário Relva foi a cabeça-de-lista que venceu as últimas eleições, como candidata pelo PS, mas, depois de o partido lhe ter retirado a confiança política, concorre agora como independente contra o socialista Miranda Gomes – que lhe reconheceu “grande capacidade de trabalho”, mas lhe criticou a “falta de liderança para conseguir o consenso” dentro da sua própria equipa.

Na corrida participam também PSD e CDS, agora com listas autónomas, sem coligação, e ainda CDU e BE.

Com exceção para Rosário Relva, que aponta como principal mérito próprio o pagamento das dívidas a fornecedores, os apoios a coletividades e aos projetos da corporação local de bombeiros, e a aquisição de equipamentos para a Junta, todos os outros candidatos defendem que a obra foi pouca e pecou pela “incapacidade para o diálogo”, a “sede de poder” e o “distanciamento” em relação à Câmara Municipal.

As propostas eleitorais para os próximos nove meses de mandato também revelam alguma unanimidade, com a ex-presidente a anunciar novos espaços de recreação para crianças e idosos, trabalhos no âmbito da mobilidade no centro da cidade e um gabinete de Ação Social, enquanto todos os outros candidatos se revelam mais empenhados em alcançar mais transparência nas contas da Junta, mais promoção turística e animação cultural para a cidade, e um reforço da ligação à Câmara.

O bancário aposentado Miranda Gomes, especificamente, promete “analisar todos os dossiês de gestão da Junta, verificar as contas, arrumar a casa e ouvir os anseios de pessoas, instituições e empresas”, para além de “apoiar as coletividades e associações da terra, promover a animação turística da praia e a cultura da cidade, e exigir mais da Câmara [também PS] e do seu presidente”.

Pelo PSD, o arquiteto António Bebiano tem as mesmas pretensões: “Restabelecer a confiança dos cidadãos na Junta, estabelecer uma política de obras realista e com critério, reforçar a posição da cidade no município e implementar uma relação profícua com a Câmara”.

Já o fotógrafo Carlos Alexandre, do CDS, defende que o mais importante é a “reorganização administrativa dos serviços, proceder à limpeza da cidade de forma eficaz e iniciar projetos de âmbito social e de promoção turística”.

Por sua vez, o dirigente associativo Albino Silva, cabeça-de-lista pela CDU, anuncia como prioridade “colocar a Junta a trabalhar para os esmorizenses e a defender ativamente os seus interesses perante a Câmara e o Governo, o que não tem acontecido até agora”.

O candidato do BE, que é o professor Carlos Ferreiro, promete “uma auditoria às contas da Junta, a criação de uma plataforma informática em que todos os contratos, despesas e aquisições estejam disponíveis para consulta por todos os esmorizenses, intervenção no plano de emergência social e a pressão necessária junto da Câmara para adjudicação de habitação social”.

As eleições intercalares na freguesia de Esmoriz foram decididas em novembro pelo secretário de Estado da Administração Local e Reforma Administrativa, Paulo Simões Júlio, na sequência da dissolução da Assembleia de Freguesia local.

A falta de quórum que conduziu a essa situação ficou a dever-se às sucessivas renúncias de mandato por parte dos elementos da Junta, que se alargaram depois à generalidade dos elementos dos diferentes partidos representados na Assembleia.

 

Autor: Agência Lusa

One Comment

  1. Em Esmoriz, só voto no Cusco.

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