Empresários portugueses de decoração contornam crise com inovação

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Os empresários da decoração de interiores em Portugal estão a responder à crise com qualidade e inovação, e virando-se para o mundo: as exportações representam quase a totalidade das vendas das empresas portuguesas presentes na feira ‘Maison & Objet’, em Paris.

São 75 empresas portuguesas – mais 20 do que em 2012 – as que participam, até terça-feira, na feira ‘Maison & Objet’, que é considerado o principal evento internacional na área da decoração de interiores.

Na empresa de Alberto Mendes, a Carving, especializada em tapetes, as exportações representam 70% da faturação. A empresa tem sede em Coimbra, emprega 30 pessoas e tem comerciais em França e em Espanha.

Produz o que consegue em Portugal, quando não tem alternativa, compra fora: “Temos alguma dificuldade em encontrar matéria-prima em Portugal. A pele de animais para tapetes, por exemplo. A agropecuária tem uma expressão muito pequena, e por isso recorremos à Argentina ou ao Brasil”, explicou, acrescentando que esta é uma operação que “sai muito cara” e que, “sobretudo, aumenta muito o tempo de produção”.

Alberto Mendes falou desta dificuldade ao secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação, Carlos Oliveira, que hoje visitou os expositores das empresas portuguesas no salão.

“Ele respondeu que está a tentar arranjar-se uma solução. Acredito que não seja fácil, porque se perdeu praticamente toda a indústria e produção em Portugal. É um caminho que devemos ter em conta, mas que vai demorar, com toda a certeza”, disse Alberto Mendes à Lusa.

Contudo, este empresário está otimista quanto ao futuro do país: “Quero acreditar que empresas como a nossa vão dar a volta à situação. Faremos um esforço para que o nosso mercado interno possa ser mais dinamizado. O sucesso passa pela inovação, por dar largas à imaginação”, acrescentou.

Também a Flam & Luce, uma empresa de iluminação decorativa de interior, de Sílvia Fernandes, faz para fora de Portugal a esmagadora maioria das suas vendas: 90%, sobretudo para França e para outros países europeus, mas também para destinos no norte de África e na Ásia.

A empresa está sediada em Leiria e a sua produção é integralmente portuguesa. A responsável, que adquiriu há um ano esta marca que já existia há 12 no mercado, diz que o negócio “não para de crescer” fora de portas.

“A partir do momento em que temos um bom produto, conseguimos criar as coleções de acordo com as tendências e conseguimos manter os nossos clientes. Isto é a base para tudo. Temos sempre que ir à procura de novos mercados, de novos clientes”, acrescentou.

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