Diário de Arzila – Paul de Arzila vive em “estado de agonia”

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Foto Luís Carregã

Foto Luís Carregã

O Paul é a maior riqueza e, ao mesmo tempo, um sério problema de Arzila. Outrora preservado e aproveitado pelos locais – há 40 anos, toda a gente, na terra, tinha um barco para a pesca da enguia e o seu bunho era o mais utilizado na confeção das esteiras–, é hoje uma espécie de espaço selvagem, alvo de todas as proibições e de pouquíssimo ou nenhum investimento do Estado.

“Da forma como está, o Paul vive em completa agonia”, lamenta o presidente da junta. Nuno Silva aponta o desinvestimento ostensivo, por parte do antigo ICN (hoje Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas). “Parece que está em autogestão”, exclama.

Para o autarca, o problema vem desde o início da constituição da Reserva Natural do Paul de Arzila. “Logo aí se viu a reação dos habitantes, que foram obrigados a deixar de utilizar o espaço como fonte de rendimento, quer para a pesca das enguias quer para a apanha do bunho”, explica Nuno Silva.

Versão completa na edição impressa

 

2 Comments

  1. José Silva says:

    Como visitante, o que mais me choca qundo visito Arzila é o "bairro da lata" que se encontra à entrada do paul. Para além de um problema paisagístico, é tambem um problema social. Será que a junta de freguesia não pode ajudar quem lá vive, encontrando uma solução para o problema, e retirar as barracas do local?

  2. como tenho saudades de ir apanhar, escolher ecolocar a secar o bunho para depois fazer-mos as esteiras. Era tão saudável e divertido! Também tenho saudades de comer umas boas enguias!_______

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