CDU reclama para Esmoriz melhor defesa da costa e oferta cultural para turistas

D.R.

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O deputado da CDU Jorge Machado e o candidato do partido às eleições intercalares de Esmoriz, em Ovar, defenderam esta segunda-feira em campanha pela freguesia ser prioritário intervir no ordenamento da costa e rentabilizar a afluência turística às praias locais.

As eleições decorrem no domingo, na sequência da dissolução dos órgãos locais, até então governados por maioria PS, e o parlamentar eleito pelo círculo do Porto associou-se ao candidato Albino Silva, também presidente da ALDA – Associação da Lavoura do Distrito de Aveiro.

Para Jorge Machado, um dos aspetos mais evidentes no périplo pela cidade foi que “a zona da lota podia ser toda pavimentada para ligação contínua à marginal do [café] Barra Mar, mas o resultado ia ser o mesmo de sempre: não se pode mudar nada enquanto não se resolver o problema da costa, caso contrário o mar sobe por aí acima e varre tudo”.

A situação está relacionada com a Barrinha de Esmoriz e com a zona lagunar envolvente, pelo que “acaba por afetar a generalidade do distrito”, mas, para o parlamentar da CDU, tem efeitos de particular gravidade nas condições de vida no bairro piscatório da cidade, para o qual a solução “continua a ser sempre adiada, sem que a Câmara se decida a mudar as famílias que aí vivem para a habitação social que se promete sempre, mas nunca é cumprida”.

Albino Silva, por sua vez, lamenta o “subaproveitamento do potencial da cidade”, que aponta “uma das coisas que mais preocupa os comerciantes” de Esmoriz.

“A cidade recebe sempre tanta gente, sobretudo no verão, mas não tem oferta cultural nenhuma, nem eventos para oferecer a essas pessoas”, explica o candidato à presidência da Junta. “A Câmara não dá apoios às coletividades, mas também não organiza nada por si própria, e assim só se desperdiça o potencial que a terra tem para crescer, tanta é a gente que anda sempre por aqui”.

Ambos os representantes da CDU observam que “a cidade é muito grande e tem muitos problemas para resolver” e nesses incluem também “os aspetos mais básicos”, como os relativos a estradas e à rede de saneamento.

“Basta ver o estado em que está a vergonha daquela entrada na cidade, para quem vem da A29”, refere Albino Silva. “Saneamento também não há e claro que as pessoas estão revoltadas, porque aquelas obras em frente aos bombeiros vão estar ali precisamente 10 meses, que é para serem inauguradas mesmo por altura das próximas eleições”.

Caso vença as eleições de domingo, o presidente da ALDA diz, contudo, que a sua primeira intervenção vai ser outra. “Vou começar por arrumar a casa”, garante. “É preciso saber em que estado concreto deixaram a Junta e só depois disso é que podemos tratar do crescimento da terra”.

 

Texto Agência Lusa

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