Aristides Sousa Mendes homenageado em Paris

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O Consulado-geral de Portugal em Paris vai homenagear Aristides de Sousa Mendes, o cônsul português em Bordéus que se estima que tenha salvado a vida a cerca de 30 mil judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

A partir de quinta-feira e até 06 de fevereiro, o espaço Nuno Júdice tem patente a exposição “Aristides de Sousa Mendes – O Justo de Bordéus”, dedicada ao diplomata português.

Esta mostra é composta por documentos cedidos pelo Comité Nacional Francês de Homenagem a Aristides Sousa Mendes, e também por algumas obras da exposição “Há um espelho no meu coração: reflexos de um Avô Justo”, realizada por Sebastian Mendes, neto do diplomata.

Contrariando instruções formais recebidas pelo Governo de Oliveira Salazar, Aristides de Sousa Mendes concedeu milhares de vistos – estima-se que cerca de 30 mil – a judeus que procuravam escapar ao extermínio nazi.

Salazar destituiu-o em 1940.

A sua casa, em Cabanas do Viriato, concelho de Carregal do Sal, encontra-se profundamente degradada e à espera de ser recuperada.

2 Comments

  1. JorgePratas says:

    Espero que exponham a documentação que clarifica de uma vez por toda que Sousa Mendes nunca foi expulso do MNE, que o seu nome continuou a constar no anuário do MNE até 1954, que ele se manteve na “disponibilidade” até morrer, auferindo sempre o seu salário de Consul de 1ª Classe por inteiro. No dia em que morreu, em 1954, Sousa Mendes recebia um salário de 2,300$00 sem ter que trabalhar._Isto pode ser verificado no arquivo de Sousa Mendes, disponível online, no site do Ministério da Finanças. _Se Sousa Mendes morreu com problemas financeiros não foi por falta de genorisdade do país. A razão poderá estar mais relacionada com o que diz José Alain Fralon, biografo admirador de Sousa Mendes: Fralon diz que Sousa Mendes nunca teve sentido comum na gestão de dinheiro e que a sua 2ª mulher, Andrée Cibial (amante dos tempos de Bordeus) ainda era pior no que toca a gastos.

  2. JorgePratas says:

    Também seria interessante que mostrassem o passaporte que Sousa Mendes falsificou a 30 de Maio, para que Paul Miny, em idade militar, pudesse escapar à mobilização, iludindo as autoridade fronteiriças francesas, isto quando a França ainda lutava heroicamente! A falsificação de passaporte é, e era, crime punível com prisão. _

    Não deixem de mostrar a nota que a Embaixada Britanica enviou a 20 de Junho ao MNE em que se queixa de que o cônsul português está a proceder à passagem de vistos fora do horário de expediente, para poder receber mais emolumentos e que, adicionalmente, estava a exigir uma contribuição indevida para um fundo de caridade._

    E já agora o documento em que é o próprio Aristides quem diz que, no dia 16 de Junho, cobrou os emolumentos suplementares (a que tinha direito) por estar a trabalhar a um Domingo. Aristides recorda em particular os vistos que concedeu ao banqueiro Rothschild, que não quis esperar por segunda-feira e se prestou a pagar os emolumentos suplementares. O documento é interessante porque mostra que a passagem “frenética” de vistos….ainda deu tempo para cobrar emolumentos. _

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