Sem-abrigo de Coimbra estão a aumentar e a diversificar o seu perfil

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“São mais de duas centenas as pessoas em situação de sem-teto” no de Coimbra, afirmou a vereadora Maria João Castelo Branco, que falava sobre os sem-abrigo segunda-feira à tarde na sessão quinzenal do executivo municipal.

A maior parte daquelas pessoas “pernoitam em espaços públicos, em fábricas abandonadas e entradas de prédios e lojas” e só “cerca de 60 estão em centros de acolhimento”, adiantou a autarca, referindo que muitos sem-abrigo recusam ser acolhidos por aqueles centros.

O perfil dos sem-abrigo em Coimbra está também a registar “profundas alterações” e são cada vez mais “os jovens, os imigrantes e as mulheres” que integram este grupo de cidadãos.

Há, simultaneamente, cerca de “600 indivíduos em situação de elevada vulnerabilidade social”, alertou a vereadora, referindo que é “crescente a diversidade de pessoas que solicitam apoio diretamente à câmara, associada à complexificação das circunstâncias de vida e do perfil (de saúde mental e física, social e legal)”.

Verifica-se também “um incremento substantivo das pessoas que solicitam apoio alimentar em contexto de giro de rua”, disse Maria João Castelo Branco, calculando serem 45 pessoas que, em média, pedem diariamente apoio alimentar, naquelas circunstâncias, embora existam dias em que o seu “número supera as 70 pessoas”.

Entre os sem-abrigo de Coimbra, parte dos quais “são de passagem” (permanecem ali apenas algum tempo, a caminho de outras localidades, principalmente Lisboa e Porto), alguns encontram-se em “situação de sem-teto há vários anos, no concelho” e/ou noutros municípios do país, e há bastantes “imigrantes, muitos indocumentados, que procuram apoio alimentar e de saúde, de forma pontual, sozinhos e em grupo”, explicou.

Também há jovens, sobretudo com idades compreendidas entre os 18 e os 24 anos, que, “perante a situação de abandono escolar precoce e a inexistência de emprego, se encontram em situação de sem-teto”, sublinhou Maria João Castelo Branco.

A complexidade “crescente das necessidades de pessoas e famílias” exige “reforço das medidas de apoio existentes e a criação de novas medidas”, por parte da autarquia e em cooperação com outras instituições, sustentou a vereadora, eleita pela maioria PSD/CDS/PPM.

A Câmara manterá a “intervenção já desenvolvida junto da população sem-abrigo de Coimbra” e vai “repensar algumas diretrizes, nomeadamente a articulação logística associada à distribuição de comida” e ao tipo de bens alimentares distribuídos, disse a vereadora, preconizando também, entre outras medidas, o “reforço da equipa de rua” (de apoio aos sem-abrigo) da autarquia.

(Texto da agência Lusa)

2 Comments

  1. Aristóteles says:

    Portugal tem cada vez mais aldeias desertificadas e tendo um quinto do tamanho de Espanha, produzimos um centésimo dos cereais em relação ao país vizinho. Ao que parece não falta gente para trabalhar, com o desemprego a aumentar cada vez mais.

    Pelo menos os que recusam os centros de acolhimento, podiam aceitar esta nova situação.

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