Reflexão sobre 2012

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LUIS VILAR

Luís Vilar

O ano de 2012 foi desastroso para os Portugueses em todos os sentidos.

O poder de compra das famílias diminui para os níveis de 2004, o que quer dizer que recuámos 8 anos nas nossas condições de vida.

Estou convencido que todos entenderiam o enorme esforço a que nos obrigaram se o (des) Governo tivesse respeitado alguns princípios básicos:

1.Fossem os primeiros a dar o exemplo;

2.Não tivessem criado excepções;

3.Não tivessem mais de 1.200 assessores nos diversos patamares da Administração Central;

4.Já tivessem extinguido mais de 1.000 Observatórios/Institutos/Empresas que funcionam com dinheiros públicos.

Em resumo, os Portugueses estão mais pobres, mas o Estado, em vez de emagrecer, ainda engordou mais que em 2010 e 2011, motivo pelo qual falharam os objectivos da redução do défice público.

E, o mais grave de tudo isto, é que se esqueceu do crescimento económico que nos poderá combater o desemprego e poder pagar a dívida que contraímos.

No ano de 2013, uma vez que o “doente” (Portugal) não apresentou melhoras com a “douta prescrição”, vai reforçar-se a mesma receita.

No final do mês de Janeiro/2013, quando os Portugueses repararem na brutalidade do aumento de impostos e na diminuição de regalias sociais, o Governo irá queixar-se que não está a ser compreendido e que esta seria a única receita para “salvar” Portugal.

É claro que irão ter um problema: as eleições autárquicas, em Outubro.

A primeira questão que deveremos colocar é como serão as eleições em algumas Freguesias, uma vez que ainda não saiu a legislação para as extinguir.

Mas, também já ouvi o Governo dizer que é preciso reduzir Municípios. Ora, os Portugueses precisam de conhecer as regras do jogo democrático para definir a sua intenção de voto.

Quer se queira, ou não, nas autárquicas também estará em jogo a credibilidade do Governo.

Hoje, sobre as autárquicas de 2013, limito-me a duas ou três observações que considero pertinentes:

•Saudar Todos os Autarcas, militantes partidários e independentes que, das Assembleias de Freguesia às Vereações/Assembleias Municipais se dedicaram a fazer o seu melhor pelas Populações;

•Verificar o que se vai passar em muitas Câmaras onde os Presidentes, por força de Lei, não se podem recandidatar.

A escolha de Manuel Machado pela Concelhia do PS, de acordo com conversas que fui mantendo com alguns amigos, é mais do que natural, uma vez que sempre defendi que o candidato do PS deveria ser: – Cidadão (ã) com provas dadas; não tivesse ligações com os Governos do PS; e que não pertencesse à estrutura dirigente partidária.

Mas, há outras razões qualitativas para apoiar Manuel Machado, que a seu tempo divulgarei, para que não se esqueça muitas das obras das quais, hoje, Todos usufruem.

Porém, não podemos esquecer aqueles (as) que sempre nos apoiaram, sob pena de não estarmos a fazer o nosso melhor Por Coimbra, pelo PS e pelo Candidato.

Estarei, como sempre, disponível para ajudar e não para pequenos “jogos” que, invariavelmente, só beneficiam os nossos adversários.

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