“Quando o diálogo intercultural acontece através dos rituais, sobretudo nas artes, as resistências caem”

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A apresentação do seu novo livro a 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos, não é um acaso?

Um dos capítulos do livro é exatamente sobre “multiculturalidade, democracia e direitos humanos”. Aborda a problemática dos direitos humanos no contexto da multiculturalidade, da diferença de culturas, das diferentes conceções de homem que as diferentes culturas têm. E também como algumas culturas, através de determinados mecanismos e dispositivos internos das suas tradições culturais podem, eventualmente, cercear alguns direitos. Portanto, faz todo o sentido que o livro seja apresentado nesse dia.

Esta será uma sessão a evocar especialmente a data?

Sem dúvida. A iniciativa é do Teatro Académico de Gil Vicente e da Palimage, a editora do livro. A apresentação será feita por Fernando Catroga, professor no Departamento de História, Arqueologia e Artes da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, e por José Manuel Pureza, professor de Direito Internacional e de Direitos Humanos na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, que, além do mais, tem uma especial sensibilidade para a problemática religiosa, que constitui também outro dos capítulos do livro [diálogo inter-religioso]. Estes apresentadores cobrem, nas suas preocupações e âmbito de estudo, as diversas áreas que o livro toca.

Multiculturalidade que toca, de facto, um grande leque de áreas?

A multiculturalidade, tendo obviamente implicações políticas, tem também implicações históricas, antropológicas, filosóficas e estéticas. Dai que um dos capítulos seja também sobre o diálogo intercultural nas artes.

Versão completa na edição impressa

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