PJ de Aveiro identifica suspeito de burla qualificada no âmbito do “negócio das piscinas”

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A Polícia Judiciária (PJ) de Aveiro notificou para se apresentar às autoridades, para eventual aplicação de medidas de coação, um homem suspeito de burla qualificada no âmbito da venda do terreno das piscinas do Beira-Mar.

Segundo um comunicado da PJ, o arguido, na sequência da celebração de um contrato de aquisição de compra e venda de um terreno do município, mediante “artifício fraudulento”, ter-se-á apropriado ilicitamente de cerca de um milhão de euros.

O caso está relacionado com o polémico negócio da venda dos terrenos das piscinas do Beira-Mar, envolvendo a autarquia, detentora do terreno, e o clube desportivo.

A transação, concretizada em julho de 2009, suscitou acesa polémica no meio político aveirense, pelo facto de a autarquia ter vendido o terreno por 1,2 milhões de euros ao Beira-Mar, que o revendeu pelo dobro, no mesmo dia, a uma empresa imobiliária.

O negócio levou o Bloco de Esquerda a apresentar queixas no Ministério Público e no Tribunal de Contas.

No mês passado, durante a assembleia municipal, o presidente da Câmara de Aveiro, Élio Maia (PSD/CDS-PP), reafirmou que o negócio decorreu com “toda a legalidade” e não foi lesivo para o interesse público.

O autarca revelou ainda que o clube apenas liquidou 200 mil euros do negócio, já através do atual presidente, António Regala, adiantando que o município avançou com uma ação cível para reclamar o restante que começará a ser julgada em janeiro no Tribunal de Aveiro.

Autor: Agência Lusa

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