Opinião – Um Natal ainda mais triste para 15 trabalhadores do Casino da Figueira

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Rita RatoRita Rato

A 21 dias da noite de Natal, 15 trabalhadores com dezenas de anos de casa, do sector de restauração e bebidas do Casino da Figueira foram informados do objetivo da Administração da Sociedade Figueira Praia concretizar um despedimento coletivo.

Os trabalhadores arregaçaram as mangas e a 6 de Dezembro elegeram os seus representantes para a comissão negocial e informaram a entidade patronal. Até à data, a Administração da Sociedade Figueira Praia não se dignou a contactar apresentar qualquer informação ou a justificar os fundamentos do despedimento coletivo.

A 2 dias da noite de Natal os 15 trabalhadores não têm qualquer informação sobre o futuro das suas vidas.

A Sociedade Figueira Praia, concessionária do jogo no Casino da Figueira da Foz, desde Outubro de 2012 que deixou de servir refeições diárias, tendo encerrado desde daí o serviço de restauração e bebidas. Como tal, desde 1 de Novembro que só existe o bar da sala das máquinas e serviço de bar no salão de festas quando a administração decide.

Até aqui nada de novo. Eis quando acontece que, a Administração da Sociedade Figueira Praia para assegurar o serviço de restauração e bebidas tem recorrido de forma ilegal e recorrente a uma empresa externa para assegurar todo o processo de confeção, empratamento e serviço, com recurso às instalações e equipamentos do casino.

Tal prática representa uma desresponsabilização total da Administração perante os postos de trabalho e a vida destes trabalhadores; mas poderá representar também uma efetiva cessão da posição contratual. Ao decidir extinguir os serviços próprios de restauração e bebidas e recorrer ilegalmente a empresas externas para assegurar o funcionamento destes serviços, a Sociedade Figueira Praia transfere para terceiros uma atividade que constitui uma obrigação contratual.

Importa ainda assinalar que, a receita bruta das salas de jogo do casino da Figueira da Foz foi de mais de 18 milhões de euros em 2011 e à data de Novembro deste ano já era mais de 15 milhões de euros. Importa ainda recordar que a Sociedade Figueira Praia é reincidente na violação dos direitos dos trabalhadores.

Aos 15 trabalhadores um abraço de esperança e confiança, que a sua luta valerá a pena!

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