Opinião – Três ideias para Coimbra

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Norberto Canha

1 – Sou porta voz do poder partilhado. Actualmente prevalece o poder centralizado, em que a democracia é a ditadura do voto, por o poder estar centralizado. No poder partilhado não se podem atribuir todas as responsabilidades ao poder central, o poder local será tanto ou mais culpado que o poder central. No caso de Coimbra, defendo a criação de uma área metropolitana autosuficiente e exportadora de bens, ideias e conhecimentos, para o país e para o mundo. Isto é dar à democracia uma nova dimensão; equilíbrio entre os direitos e os deveres sobre a supervisão da equidade. Criar cidadãos que partilhem o seu bem-estar com o bem-estar de todos os povos e humanidade.

2 – Que Coimbra seja, e mereça ser, a cidade da harmonia, ensino, formação, investigação e conhecimento. Pelo que deva ser porta-bandeira dessas qualidades primando a qualidade sobre a quantidade. Deve criar um plano de desenvolvimento com participação universal, mas sempre com capital nacional e predomínio local da ordem dos 51 por cento. Cujos benefícios sejam difundidos maioritariamente pelos participantes e, os proveitos, pelo mundo. Assim, entendo a suspensão das normas comunitárias sobre investigação e estimulação do equilíbrio entre o público e o privado. Para que haja bons profissionais e versáteis capazes de exercer a sua ou outra profissão, com competência, em todos os continentes, países e locais, sejam quais forem os meios de que dispõem – porque há criatividade e adaptabilidade.

3 – Empenharem-se num congresso mundial sobre o futuro do planeta, globalização, prós e contras, caminhos a seguir, limites. Em Coimbra, nasceu a ideia. Um congresso de cidadania e não um fórum porque num fórum só se pronunciam os políticos que basicamente têm o seu pensamento filiado ou no capitalismo do Estado, vulgo comunismo, ou no capitalismo dos capitalistas que para colher uma pepita de oiro não se importam de arrasar uma floresta.. e um diamante, uma savana. Isto é, servem-se e não servem.

Por outro lado, o capitalismo intermédio, dos sonhadores, utopistas, intelectuais e poetas (para não dizer patetas) pregam e apregoam direitos e descuram os deveres; foi isto que levou o país à situação em que se encontra. Para que um país seja saudável, a saúde dos seus cidadãos depende da sua economia. Não é por acaso que o Homem tem duas mãos – a direita e a esquerda – esta conquista não foi para se hostilizarem, mas para se entre ajudarem, o que não sucede com a mentalidade dos políticos actuais. Nesse congresso, é importante o pronuncio das igrejas, filosofias e religiões, pelo que o encerramento do Seminário Maior de Coimbra constitui, se não um retrocesso, pelo menos um atraso da concretização dum sacerdote – o sacerdote do futuro, em que se inspire ou sirva de modelo ao homem ou cidadão do futuro.

Meu caro amigo engenheiro Hélder Rodrigues, honra para os Lions e para si por esta iniciativa. Que seja o despertar de Coimbra.

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