Opinião – Evocação da “festa

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João Vaz

Em 2004, a câmara pretendia “cativar a atenção das pessoas para uma viagem de sonho ao futuro” com o espetáculo piro-musical no areal da praia, noticiava “O Figueirense”. Custo dessa “viagem de sonho”: 350 mil euros. Nos anos anteriores tinham sido cerca de 400 mil euros.

Gastaram-se milhões de euros a mais com a “festa” durante a governação de Santana Lopes e Duarte Silva. Rapidamente a empresa municipal FGT tinha uma dívida astronómica de milhões de euros, com “a intenção de fazer da Figueira um destino turístico conhecido em Berlim, Paris, Madrid…”.

Faltou investimento sério e sustentável. Tivemos “pirotecnia” e “animação turística” enquanto houve crédito bancário. Hoje, pagamos esses erros com juros. Em 2012, a “festa” vai custar 30 mil euros, menos de um décimo do que se gastava há dez anos. Bem-haja ao atual executivo camarário que mostra responsabilidade intergeracional, decidindo para além da “festa” e dos votos. Isto apesar da “festa” dar mais votos e jantares comemorativos do que políticas responsáveis.

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