Opinião – Carta aberta

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10012012 JOAO SILVAJoão Silva

Aos partidos políticos , aos candidatos às eleições autárquicas de 2013, no município de Coimbra, aos cidadãos de Coimbra. No dia da Cidade, em 4 de Julho de 2011, expus numa Carta Aberta, dirigida a Autarcas, Empresas e Cidadãos de Coimbra, um conjunto de preocupações e suscitei uma reflexão e uma resposta colectiva, sobre Protecção Civil e a sua organização e estruturação no nosso Município.

O objectivo expresso foi o de colocar a questão da Protecção Civil na agenda da cidade, das empresas e dos cidadãos porque, sendo uma área da maior relevância, vivia um alheamento colectivo que, como dizia: “… não pode continuar e os Bombeiros Voluntários de Coimbra precisam de saber, de uma vez por todas, qual o papel que lhe reconhecem e, consequentemente, qual o apoio que estão dispostos a dar-lhes.” Atrevi-me, então, a aduzir um vasto conjunto de argumentos para motivar a reflexão e a escrever: “É que, ou há um sobressalto cívico e político relativamente à actividade e às condições dos Bombeiros Voluntários de Coimbra e se decide colocá-los como uma verdadeira prioridade em termos de apoio consistente, ou então teremos de nos interrogar se merece a pena viver um quotidiano de insuportável desconsideração e pedinchice.” Terminava com o seguinte apelo: “Caso os cidadãos, empresários e poder político entendam que somos dispensáveis e que não se justifica o seu apoio então que o digam claramente porque este não é, não pode ser, mais um tempo de enganos. Temos direito a respostas claras e concretas. Basta de indefinições!”.

A resposta foi de uma eloquência atroz: silêncio!

Como consequência foi necessário aumentar a pedinchice para “não deixar cair” uma instituição, com 123 anos de serviço e dedicação a Coimbra e ao País, a quem foram concedidas, entre outras, a Medalha da Ordem Militar de Torre Espada e a Medalha de Ouro da Cidade de Coimbra, pelos relevantes serviços prestados. Concluí, assim, que na minha Cidade, dita do Conhecimento, não havia motivação para debater as questões da Protecção Civil, nem verdadeiro empenhamento para modernizar uma instituição que tem uma prática secular de serviço de voluntariado activo, com um nível relevante de preparação, e que continuou, apesar do alheamento geral, a ser diariamente solicitada. Habituado a assumir missões, com sentido de responsabilidade, serviço público e amor a Coimbra, e porque 2013 é um ano de eleições autárquicas, e, por isso, um ano de reflexão colectiva e de escolhas determinantes para o Municipio, sinto ter o dever de apelar a todas as forças políticas e aos respectivos candidatos para que inscrevam a Protecção Civil nas suas preocupações e apresentem nos seus programam eleitorais, para sufrágio dos eleitores, propostas coerentes e concretas que permitam resolver a questão das instalações, apetrechamento e funcionamento dos Bombeiros Voluntários de Coimbra. Peço-lhes que tenham presente a importância do que está em causa, dos riscos que o Municipio enfrenta e dos mecanismos de protecção que necessita e, consequentemente, a resolução da situação insustentável que vive a Associação e, em particular, o seu Corpo de Bombeiros. Estes são os votos para o Ano de 2013 do presidente da Direcção da AHBVC, que acaba o seu mandato no próximo mês de Outubro mas que deseja, a bem de Coimbra e desta Associação, que a próxima Direcção disponha de condições para realizar o sonho de décadas de conseguir instalações funcionais e dignas para os Bombeiros Voluntários de Coimbra.

 

One Comment

  1. Sr. Presidente:
    Como Conimbricense o meu muito obrigado pela sua coragem, determinação e dedicação.

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