Opinião – Capitular? Não! Rebeldia? Sim! Até no Natal

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NORBERTO CANHATRABALHO SOBRE A ACM200905. JOAO LOBONorberto Canha

Termino todas as minhas orações, e são abundantes, com “Dai-nos Senhor pão de cada dia, ganho com o suor do nosso rosto”; “Fazei Senhor com que haja Paz no Mundo e inspirai-nos para que actuemos sempre dentro do Amor e da Justiça”. Adormeço, mas acordo, algumas vezes sobressaltado. Sobressaltado pelo mundo actual.

A imprensa no subconsciente, quer paz mas, apela à violência. Só a violência e o escândalo é que são notícia! E dão dinheiro!

Os Governantes estão impreparados para o Mundo actual.

A Igreja que deveria ser e deve ser o balanço da balança para os opostos do mundo actual, começa a estar impreparada para este mundo e não cuida de se preparar para o mundo do futuro.

Até se quer tirar do presépio a vaca e o burro! Que interpretamos não à luz do facto histórico, de somenos importância, mas como símbolo da humildade, simplicidade, e de darem o leite (alimentando-se de vegetais) para as crianças, cujas mães não o têm e para as próprias mães sobreviverem e se alimentarem.

E, como uma vaca ou burra tem-se transporte e alimento quase assegurado. E, então, a burra (o burro) sabe retribuir os tratos através da sua docilidade, obediência e sacrifício. No fundo, tanto ele ou ela, como a vaca, dão mais, muito mais do que recebem, quando, neste mundo, que espero esteja no oacaso, outro melhor surja; neste quando se dá é para se receber com juros ou favores acrescidos. Ele, o burro, até é capaz de levar toda a família, bagagem e tenda na carroça, passo a passo, que não é de grandes corridas é certo! Nenhum automóvel moderno é capaz de transportar. Se necessário, na carroça puxada pelo burro também vai o galo (para dar as horas) nem que vá pendurado em cima da barriga do cão ou da cadela. Amigo inseparável e fiel dos donos. É uma ingratidão para todos estes animais. Mas o Natal deverá ser um momento de paz, de gratidão, de reflexão e meditação.

A verdade acima de todas as conveniências.

É assim que apela a sua excelência reverendíssima, Bispo de Coimbra, para o não encerramento do Seminário. Ele faz parte da memória de Coimbra. No Mosteiro de São Jorge de Milreu, hoje monumento nacional, não fora eu e estava em ruínas, hoje está quase totalmente recuperado e é como o Seminário, uma das memórias de Coimbra, pois data de 1084, antes da nacionalidade; ali terá pernoitado D. Afonso Henriques; ali escreveu o Infante D. Pedro o livro da Virtuosa Benfeitoria, considerado o primeiro ou um dos primeiros livros europeus da Filosofia Social.

Quantos homens que fizeram história, ou bem serviram não foram homens de bem por se terem formado nessa instituição. Que nasça nesse seminário, renovado, o sacerdote do futuro, um homem que saiba da religião, das coisas mundanas e do rigor da vida para ser o fiel da balança e de equilíbrio entre os que querem fazer e destruir. O Bem a predominar sobre o Mal.

Eu apelo para sua Santidade, neste mundo conturbado, não faça da vaca e do burro (ou burra) as vítimas da insensibilidade deste mundo. Eu apelo aos senhores políticos para que na época natalícia, de compreensão, tolerância e harmonia – pensem, meditem,, entendam-se e não descarreguem sobre os que governam, a ânsia de poder e a irresponsabilidade da vossa governação e instigação à desobediência, que levou o nosso querido país à situação em que nos encontramos.

Juntem-se senhores Políticos, as aldeias, vilas, cidades a Assembleia da República… unam-se. Uma prece, nesta quadra, pela coesão nacional. Fora a irresponsabilidade dos críticos. É de todos vós, as maiores culpas. Mas todos nós também somos culpados! O que está em causa é o nosso país!. – 16-12-12

 

 

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