Opinião – Capitular! Não, Rebeldia! Sim!

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Norberto Canha

Senhores políticos. Oiçam!

Quem vos fala fez ou tentou fazer mais por este país, o meu, o vosso, o nosso país, do que qualquer dos senhores, já que mais não seja pela seguinte razão.

Mandei, um ano antes das últimas eleições aos senhores deputados, através dos secretários gerais, aos presidentes dos partidos políticos, presidentes de câmaras e juntas de freguesia, um livro por e-mail, através dos presidentes dos Municípios Portugueses e das juntas de freguesia cujo título era “Amar Portugal, apelo ao senso, À verdade, ao reconhecimento – contas aos netos” hoje publicado. Livro que mandei também aos senhores ministros do actual governo e a sua excelência, o sr. Presidente da República onde expressava, então, como penso ainda agora, que era contra novas eleições, mas sim por um governo de convergência nacional onde figurassem membros de todos os partidos subscrevendo um pacto de hora, assinado por todos, em que assumiam aquele compromisso pactual porque assim o exigia a honra do país e dos portugueses.

Hoje, mais cheio de razão dos que antes direi: senhores políticos de toda a estrutura do Estado poupem-nos ao calvário de termos que ouvir eternamente o trágico discurso do contraditório. Deixem o contraditório para os tribunais. Estamos fartos! Vamos à realidade e primeiro começo por chamar a atenção dos senhores deputados, dizendo:

1 – A responsabilidade primeira, de termos chegado à situação em que nos encontramos é de vossas excelências.

1.1 porque chegou ao poder, não os mais aptos, competentes, justos, impolutos e realizadores, mas a juventude através das juventudes partidárias que pouco ou quase nada conhecem, são a raiz dos problemas em que vivemos e em que caímos, quanto mais as soluções!.

1.2 Eu sei que os senhores já aprenderam com a generalidade das políticas que emergiram após o 26 de Abril, cujos conhecimentos de governar foi o estatuto de nunca terem feito nada ou pouco, mas por terem lido livros revolucionários, que também eu li, e alguns com estatuto de terem necessidade de se exilar, mas para muitos deles esse êxodo trouxe vantagens para o momento, naquela altura, e acrescidas para o futuro.

1.3 Senhores deputados, neste momento crucial em que se acabou com o 1.º de Dezembro e é de vossa responsabilidade; símbolo da nossa independência, tendo como razão acrescida para se trabalhar mais quando há 850 mil desempregados, far-me-ia rir se não tivesse de chorar. Globalização não é perda de identidade. Globalização é realçar a identidade e, crer o bem-estar de todos os povos da terra e doutros planetas quando se lá chegar. Já pensaram que seca seria se houvesse apenas um hino nacional? Era o fim da identidade e da criatividade. Era tocar-se uma só música! Isto é contra a natureza onde nunca se encontraram duas coisas iguais!.

2– Senhores políticos, independentemente do patamar que ocupam, mentalizam-se para que neste instante não há partidos, não há crenças, não há filosofias ou religiões. Há o desejo comum de salvar Portugal que é dar dignidade ao mundo, dizendo não à subserviência porque Portugal levou a civilização para todos os recantos deste planeta. Quantos mortos la ficaram. Quantas viúvas e órfãos cá ficaram. Quantos bens materiais e espirituais deixaram e quão pouco trouxeram.

3 – Mesmo assim, foi o último império da terra. Isto foi possível porque dávamos dignidade às pessoas e, não fora uma revolução que todos apoiámos mas que nos traiu porque passou a ser minada pelas duas formas de capitalismo, a do Estado e a dos Capitalistas. Hoje, tal como nos EUA, poderíamos ter um mestiço ou um preto como presidente do Império Português. E seguramente não haveria tanta desgraça!.

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