Opinião – A causa por que lutamos

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Rita Rato

“A alegria de viver e de lutar vem-nos da profunda convicção de que é justa, empolgante e invencível a causa por que lutamos”.

Faz hoje uma semana que o PCP se reuniu para a realização do XIX Congresso. Depois de 10 meses e 1.257 reuniões envolvendo mais de 18.000 militantes o PCP voltou a confirmar a atualidade do ideal comunista.

Com um profundo orgulho e alegria em sermos comunistas, ficou novamente provada a vitalidade do Partido Comunista Português e o seu papel insubstituível na sociedade portuguesa. Àqueles que fizeram do PCP “um partido de gente velha e a definhar”, respondemos que não só cá continuamos, como estamos mais reforçados: desde 2008 contamos com mais 5.800 novos militantes, metade dos quais com menos de 40 anos.

Os comunistas fizeram o seu XIX Congresso em profunda ligação à vida e ao pulsar da luta dos trabalhadores e do povo.

Analisando a situação internacional e os perigos, mas também as potencialidades de transformação e superação revolucionária que comporta; caracterizando a dramática situação nacional partindo das dificuldades vividas pelo povo português decorrentes da política de direita e seus executores; identificando tarefas imediatas e objetivos de fundo.

Afirmando a necessidade de derrotar o Governo PSD/CDS e a política de direita, que tem a sua mais violenta expressão desde o 25 de Abril no Pacto de Agressão da Troika; clarificando que a política alternativa e o projecto que apresentamos no Programa da Democracia Avançada – os valores de Abril no futuro de Portugal, representa uma etapa intermédia da construção de uma sociedade socialista em Portugal.

Para o PCP a construção dessa política patriótica e de esquerda deve ser baseada numa ampla convergência de todos aqueles que hoje são duramente atingidos pela política de direita, todos os trabalhadores, classes e camadas antimonopolistas, todas as forças políticas patrióticas e de esquerda, todos os democratas têm nas suas mãos, a possibilidade de construir essa alternativa. Uma política patriótica e de esquerda assente na valorização do trabalho e dos trabalhadores, defesa do aparelho produtivo e da produção nacional, afirmação do papel do Estado na economia, defesa do regime democrático de Abril e cumprimento da Constituição da República, a afirmação de um Portugal livre e soberano e de uma Europa de paz e cooperação.

Porque hoje os dias são duros e difíceis, é sempre inspirador recordar as palavras de Álvaro Cunhal: ”A alegria de viver e de lutar vem-nos da profunda convicção de que é justa, empolgante e invencível a causa por que lutamos. (…) É a construção em Portugal de uma sociedade socialista correspondendo às particularidades nacionais e aos interesses, às necessidades, às aspirações e à vontade do povo português – uma sociedade de liberdade e de abundância, em que o Estado e a política estejam inteiramente ao serviço do bem e da felicidade do ser humano”.

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