Grupo Pestana diz que cancelamento de reservas na Madeira devido a dengue faz-se notar

 

O administrador do Grupo Pestana, José Theotónio, disse ontem, em Coimbra, que o cancelamento de reservas para a Madeira devido aos casos de dengue “tem algum significado”, principalmente de turistas alemães.

“Há cancelamento principalmente do mercado alemão, até porque a TUI [operador turístico] fez um aviso a todos os seus clientes que tinham feito marcações para a Madeira” sobre a doença, disse o administrador aos jornalistas, à margem do 38.º Congresso Nacional da Associação Portuguesa das Agências de Viagens (APAVT), em Coimbra.

A mesma fonte disse perceber que o aparecimento da doença “é um problema” e que tem “que se fazer tudo para o combater e para o eliminar”.

Referiu que “os alemães viajam para a Tailândia, para o Brasil e para outros países que têm dengue, e outros malária, e em versões muitos piores do que a que existe na Madeira, e, que não param de viajar por causa disso”.

José Theotónio defendeu que a forma de comunicar o assunto, é essencial para que não cause alarmismo.

O Grupo Pestana tem nove hotéis na Madeira.

A 5 de dezembro, o diretor-geral da Saúde, na atualização semanal do surto que se realiza na ilha desde 03 de outubro, afirmou que quase dois mil casos de febre de dengue foram notificados até 2 de dezembro na Madeira.

No comunicado colocado na página na Internet da Direção-Geral da Saúde, e assinado pelo seu responsável, Francisco George, lê-se que, no âmbito do processo de monitorização do surto de dengue na ilha da Madeira, do dia 03 de outubro até ao dia 02 de dezembro, “foram, cumulativamente, notificados 1.993 casos de febre de dengue”, na região.

Francisco George adianta, no mesmo, que “não foram registados óbitos”, mantendo a DGS as “recomendações e as medidas implementadas para a prevenção e controlo do surto, com o objetivo de limitar a transmissão local, bem como evitar a exportação do mosquito vetor”.

À agência Lusa, o diretor-geral da Saúde afirmou existirem “indícios que permitem perceber que há uma desaceleração da atividade do vírus”, observando que a inexistência de óbitos é um “indicador de qualidade”.

“Os doentes com critérios de internamento são internados, devidamente tratados e têm alta. Isso é um indicador de qualidade dos trabalhos de controlo que estão a decorrer”, acrescentou Francisco George.

 

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