Governo quer mesmas condições que Grécia para empréstimos do Fundo de Estabilidade Europeu

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D.R.

O primeiro-ministro afirmou hoje que o Governo continuará a lutar em Bruxelas para que sejam aplicadas a Portugal as mesmas condições dadas à Grécia mas só no que respeita aos empréstimos do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira.

Segundo Pedro Passos Coelho, que falava na Assembleia da República, durante o debate quinzenal com os deputados, os “mecanismos previstos nesse apoio que foi concedido [à Grécia] têm diversas dimensões e têm uma contrapartida imensa do lado do Governo”.

“ Tenho tido oportunidade de referenciar, tal como o Presidente da República, o ministro das Finanças e outros membros do Governo, que a situação de Portugal não é comparável à situação da Grécia e que o acordo obtido em Bruxelas não se coloca em termos de similitude em toda a sua extensão a Portugal”, acrescentou, numa resposta ao secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, que considerou que o Governo se envolveu numa “trapalhada” em relação a esta questão.

Insistindo que “felizmente” Portugal não está na situação da Grécia “nem vai estar”, o primeiro-ministro acrescentou que “não faz nenhum sentido estar a referenciar os apoios dirigidos à Grécia com aqueles que podem ser dirigidos a Portugal”.

Por outro lado, disse, existe no seio da União Europeia “o princípio da igualdade de tratamento a nível do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira, que não deixará de se aplicar a Portugal e à Irlanda”.

Assim, esclareceu que no âmbito deste fundo foram aprovadas três medidas para a Grécia: “alongamento de maturidades dos empréstimos desse fundo”, a possibilidade de haver “uma espécie de deferimento no pagamento dos juros dos empréstimos feitos ao abrigo desse fundo” e um corte de 10% nas “margens administrativas desses empréstimos”.

“Quero aqui reiterar que no caso do Governo português não deixaremos de usar o princípio de igual tratamento dentro da estratégia que temos de regresso aos mercados nestas matérias. E iremos lutar por elas nas instituições europeias e junto da ‘troika’. Não há trapalhada nenhuma”, afirmou

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