Governo preocupado com a quebra do número de transplantes

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Em plena época natalícia, os sinos tocam a rebate em alerta pela queda abrupta do número de transplantes realizados em Portugal. Confrontado com o facto, o Governo decidiu criar, através de despacho publicado ontem em Diário da República, um grupo de trabalho para avaliar as causas.

Entretanto, o Bloco de Esquerda estima que, em relação ao número de transplantes efetuados em território nacional, no primeiro semestre de 2012 registaram-se 358, “o que representa uma baixa de 22% face a 2011 (menos 100 transplantes efetuados)”.

O grupo de trabalho será coordenado por Hélder Trindade, presidente do conselho diretivo do Instituto Português do Sangue e da Transplantação, e tem como missão “avaliar exaustivamente as possíveis causas para a diminuição de transplantações de órgãos em Portugal e propor medidas corretivas”.

Segundo o despacho, assinado pelo secretário de Estado-Adjunto da Saúde, Leal da Costa, a atividade de transplantação de órgãos, tecidos e células “reveste-se de importância primordial para a saúde dos portugueses”, sendo que, desde o ano de 2010, “tem-se assistido a uma diminuição progressiva das colheitas de órgãos e uma consequente diminuição de transplantes de órgãos”.

Para o Governo, esta diminuição “é regionalmente assimétrica e não atinge os diferentes órgãos e tecidos da mesma forma”, estando “evidentemente associada a uma diminuição da mortalidade por AVC e acidentes rodoviários em jovens e, no caso da transplantação hepática, a uma diminuição de transplantações sequenciais deste órgão”.

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