Associação Académica repudia cobrança coerciva de propinas

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Foto de Gonçalo Manuel Martins

A Associação Académica de Coimbra (AAC) repudiou na quarta-feira a cobrança coerciva de propinas, anunciada pela Autoridade Tributária e Aduaneira, considerando que o Estado não tem “autoridade moral” para agir dessa forma, sobre quem tem menos recursos.

Em comunicado, a direção da AAC, liderada por Ricardo Morgado, refere que a decisão da autoridade fiscal merece “o total repúdio”. “Numa altura em que as dificuldades financeiras dos alunos e das suas famílias se tornam cada vez maiores, torna-se incompreensível este tipo de ações por parte das autoridades nacionais, e reforça-se a incompreensão dos estudantes pelas medidas tomadas”, lê-se no documento.

A maior estrutura académica do país considera que “o Estado português não tem autoridade moral para agir de forma coerciva sobre aqueles que têm menores recursos, principalmente quando é o primeiro a falhar e a desresponsabilizar-se das suas funções constitucionalmente previstas”.

 

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One Comment

  1. Amigos académicos; lutem, pois, pelos direitos de quem tem menos recursos. Os que, graças ao ensino superior, auferem hoje vencimentos desproporcionadamente altos, esses, sim, é que deveriam contribuir para solucionar o prblema das propinas, contribuindo para a formação de novos quadros e enriquecimento do país. Na verdade, quem estuda ainda não deve nada às Universidades e ao Estado.

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