UGT lança quinta-feira uma medida de apoio direto aos desempregados

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A UGT lança quinta-feira, em Lisboa, uma iniciativa de apoio direto aos desempregados, numa altura em que as políticas de “ultra austeridade” do Governo estão a provocar um “fortíssimo aumento” deste flagelo, anunciou hoje (24) o secretário-geral.

João Proença inaugurou hoje (24), em Vila Real, a sede e o polo de atendimento local da UGT e participou num seminário onde se debateu o tema “Des (Emprego) – Expetativas/Frustrações”.

O responsável aproveitou para anunciar o lançamento de uma iniciativa nacional de “apoio direto” aos desempregados, a qual vai envolver os 20 polos de atendimento que a UGT possui no continente e a sua estrutura de formação profissional.

“É uma iniciativa clara. Tentar que os sindicatos possam não só apoiar diretamente alguns desempregados como também perceber melhor a dinâmica do desemprego e a maneira de procurar resolver os problemas dos desempregados”, afirmou aos jornalistas.

O projeto vai ser anunciado depois do secretariado nacional da central sindical que se realiza quinta-feira, em Lisboa.

Sem querer adiantar mais pormenores sobre a iniciativa, João Proença referiu que esta surge numa altura em que as previsões apontam para “um claro aumento do desemprego”, o qual, na sua opinião, deverá chegar aos 17 por cento no final de dezembro.

De acordo com o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), no final de outubro encontravam-se inscritos nos centros de emprego do continente e das Regiões Autónomas 695 mil pessoas, mais 127.750 do que um ano antes.

Face a setembro, o número de desempregados aumentou em 11.443 pessoas, sendo que o desemprego subiu em ambos os géneros face a outubro de 2011, em particular nos homens, onde o número de desempregados subiu 22,5 por cento, enquanto nas mulheres o valor avançou 17,5 por cento.

Por grupo etário, no período de um ano, os jovens (menores de 25 anos) foram os mais afetados pelo agravamento do desemprego (26,7 por cento), enquanto os adultos passaram a ser mais 21,9 por cento do que há um ano atrás.

“Nesta matéria há uma clara insensibilidade do Governo que só se preocupa com as metas do défice, com o desequilíbrio das contas externas e não tem em devida conta que as políticas de ultra austeridade estão a agravar de uma maneira insustentável a crise económica e consequentemente a provocar um fortíssimo aumento do desemprego”, salientou.

Para João Proença, os níveis de desemprego “são insustentáveis” e, por isso mesmo, defendeu uma “política preocupada com o crescimento do emprego”.

O Orçamento do Estado (OE) para 2013 inclui, segundo referiu, “algumas políticas de emprego, mas são políticas sem verbas a elas afetas e portanto políticas que têm alguns efeitos positivos mas não permitem alterar as projeções para o próximo ano”.

O secretário-geral da UGT afirmou ainda que o “grande drama” que hoje atinge o país é a “falta de perspetivas de futuro”.

“Ou seja, o Governo aponta sempre metas que depois não cumpre. Era preciso haver credibilidade nas políticas e confiança no futuro”, frisou.

 

Autor: Agência Lusa

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