Teatro sem Cortes na Casa da Esquina

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Theatre Uncut nasceu no Reino Unido, em resposta aos “absurdos” cortes ao financiamento cultural, e vai ser adotado também em Portugal. A Casa da Esquina, em Coimbra, promove o movimento designado Theatre Uncut/Teatro sem Cortes, pois assenta a Portugal que nem uma luva: a crise é comum, ampla e afeta de diferentes formas todas as estruturas culturais europeias.

Este ano os dramaturgos convidados são de vários países (Grécia, Síria, Espanha, EUA, Islândia e Reino Unido) e escreveram peças curtas em resposta a diversas temáticas, tais como a crise europeia, o estado do capitalismo global e o movimento Ocuppy.

A Casa da Esquina associa-se a este projeto, pois também em 2012 teve um corte de 100% em relação ao apoio anual do extinto Ministério da Cultura obtido em 2011, porque simplesmente os concursos de apoio anual e pontual não abriram. Por estas razões é importante que todos participem e se juntem aos artistas e ativistas que fazem a Casa da Esquina, “em protesto contra esta barbárie generalizada que arruína a cultura e o que ela representa em termos de cidadania, pluralidade e democracia”.

Fica o convite para, no dia 17 de novembro, às 17H00, assistir à leitura das peças e debater o “colapso social e cultural” que assola a Europa. Em palco, as peças “O nascimento da minha violência”, de Marco Canale (Espanha) – tradução de Ricardo Correia e revisão de Filipa Alves –; “Ontem”, de Helena Tornero (Espanha) – tradução de Sofia Martins e revisão de Ricardo Correia; “O preço”, de Lena Kitopoulou (Grécia) – tradução de Jonathan de Azevedo e Ricardo Correia –; “No príncipio”, de Neil Labute (EUA) – tradução de Jonathan de Azevedo e Ricardo Correia –; “A fuga”, de Anders Lustgarden (Reino Unido) – tradução de Jonathan de Azevedo e Ricardo Correia – “Ponto Morto”, de Blanca Doménech (Espanha) – tradução de Filipa Alves e Ricardo Correia. Os atores são Ricardo Correia (direção artística), Sofia Martins, Alice Santos, Joana Santos, Inês Pereira, Sara Diogo, Miguel Lança, Ricardo Brito, Pedro Fernandes, Cláudia Carvalho e Adiana Silva.

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