Opinião – Os doentes do Lorvão e o café da D. Tila

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Paulo Henrique Figueiredo

Já não bastavam os politiqueiros apressadamente convertidos aos modernos paradigmas da Saúde (e doença) Mental que, acerca do Hospital Psiquiátrico do Lorvão (HPL), bramaram que “ não se podia chamar àquilo um hospital” – apesar de nunca se terem informado do que lá se fazia.

Não bastavam os indivíduos denunciantes de uma pretensa “acumulação de doentes sem os tentarem reabilitar” – mas que nunca foram ao Lorvão, apesar de lhe terem apontado as “más condições climáticas”, seja lá isso o que for.

Eis que vem agora o presidente da Fundação ADFP (Miranda do Corvo), – para onde os doentes do sexo masculino (ex)residentes no Lorvão foram conduzidos, num processo de trans-institucionalização (i.e, transitaram de uma instituição para outra) – dizer que os doentes estariam “impedidos de uma vida em contacto com a comunidade” e, que, ao contrário do que sucedia no Lorvão (infere-se), “a ADFP aposta em cuidados dedicados aos doentes mentais graves que apostem na humanização, no respeito e na dignidade da pessoa”, considerando que “a segregação e a “guetização” são práticas condenáveis, que a ADFP pretende contrariar, investindo nas pessoas, com bondade” (sic). Na mesma notícia, o sr. presidente triunfantemente anuncia a efectivação, no passado dia 9 de Novembro, de uma acção terapêutica de grande importância : alguns doentes saíram da instituição (onde chegaram em Julho, 4 meses atrás, pelo que se depreende da demorada preparação desta acção anti-gueto) e … “foram de manhã ao café da aldeia, ao café da D. Tila” !! Zelosamente acompanhados por uma psicóloga e assistente social, imagine-se !! Alegremo-nos : este enorme e “bondoso” benefício irá passar a ser realizado semanalmente.

Cada um é livre de se pôr em “bicos de pés” – o ridículo do teor da notícia irá encarregar-se de o fazer cair. Mas não denegrindo uma Instituição (e os seus trabalhadores) que durante muitos anos cuidou seriamente dos seus doentes :

– É inumerável o rol de actividades sócio-ludo-terapêuticas dirigidas aos seus doentes residentes pelo HPL. Meticulosamente planeadas, com pré-definição dos objectivos e rigorosa avaliação posterior do seu alcance. Documentadas em filmes e fotografias, para ver e comentar no dia seguinte em reunião colectiva dos participantes, altura em que se debatia e votava o local da próxima acção. Numerosíssimas idas à praia, às feiras, aos mercados – e que lições retirámos da efusivamente risonha interacção entre as peixeiras da Figueira da Foz e os doentes !! Sempre procurando diluir o estigma nas ruas, nos restaurantes, nos transportes públicos. Mas espante-se, sr. presidente, com os tortuosos caminhos da dita “guetização” promovida pelo Lorvão : semana de férias anual, na praia, em locais como a Quinta da Fonte Quente (Tocha), na Figueira da Foz e no Algarve (instalações do INATEL); EXPO 98 e, mais tarde, outras visitas ao Oceanário; Jardim Zoológico em Lisboa; Bracalândia (Braga); Badoca Parque e Festa da Flor (Alentejo); cruzeiro no rio Douro; Sea Life, oceanário (Porto); Serra da Estrela; assistir a jogos de futebol (em Coimbra e Lisboa) e a peças de teatro; ida a Santiago de Compostela (Espanha), por vários dias. Impossível citá-las a todas, sendo que muitas foram sucessivamente repetidas por desejo expresso dos doentes – como é o caso das idas anuais ao Santuário de Fátima. Note-se que o esforço e profissionalismo dos funcionários (pessoal auxiliar, médicos, administrativos, psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais, administrativos, motoristas, terapeutas ocupacionais, capelão – toda a gente colaborava !!) possibilitou que, em muitas destas actividades, a mobilização dos doentes residentes fosse total. Não eram 5 doentes (como surge na foto que ilustra a notícia, certamente obtida no café da D. Tila…), eram muitos mais – acções houve que mobilizaram cerca de 200 pessoas !!

– Entre muitas outras actividades (como a alfabetização, música e a ginástica/desporto) há que citar ainda o treino de autonomia pessoal e independência funcional (comunicação interpessoal, fazer compras, utilização de serviços públicos, etc) intensivamente praticado no HPL. Obviamente, admitimos que o rol das actividades de osmose do contexto vivencial institucional com o exterior desenvolvidas no HPL, apesar de impressionante pela variedade, dimensão e rigor científico, nunca poderá ser comparado às “bondosas” (sic) idas semanais dos doentes ao café da D. Tila…

Mas a dita “guetização” verificada no Hospital do Lorvão teve ainda uma outra dimensão, provavelmente ainda mais importante, incentivada pelos técnicos mas potenciada pela notável inserção da Instituição na comunidade circundante. Todos os dias (sublinhado) os doentes circulavam livremente pela vila, frequentando o banco, a cabeleireira, as lojas, as mercearias, os cafés e, por vezes, os restaurantes; eram tratados familiarmente, pelo nome próprio, pelos habitantes do Lorvão, que “adoptaram” alguns deles de tal forma que regularmente os convidavam para almoçar e passar festividades como o Natal. O que justifica as lágrimas da população do Lorvão aquando da definitiva partida dos “seus” doentes e Amigos; e que hoje, quando escrevo estas linhas frontais e indignadas, comoverá muita gente no funeral do Mário Abreu (o “Má”, como era carinhosamente conhecido), um dos doentes mais populares e queridos do Lorvão.

É esta idiossincrasia que torna o Lorvão único, no sentir unânime de quem por lá passou, funcionários e doentes. Pelos 50 anos do seu importantíssimo papel na assistência psiquiátrica ao povo pobre das serras e dos campos, merece ser tratado com dignidade e respeito. Nós – e sabemos que connosco muita gente que indelevelmente considera o HPL como tendo sido a sua “casa” – cá estaremos sempre para denunciar a injustiça e a mentira com que alguns arrogantemente pretendem reescrever a História.

49 Comments

  1. Vitor Rodrigues says:

    Não sou natural de Lorvão,mas já lá passei muitos bons momentos,lembro com alguma nostalgia alguns "doentes" do HPLorvão, o Morgado que por aí andava e só pedia arroz,o Domingos um jovem do Porto o qual sempre que me via me pedia um maço de tabaco e passo a citar:assim já não te peço mais nada enquanto aqui estiveres; estes e muitos outros sempre foram tratados pela população como família e isso só acontecia por poderem circular á sua vontade pelas ruas de Lorvão.As pessoas e os politiquitos mencionados devem ser daquele tipo de pessoa que deveriam ter um autoclismo portátil ás costas,pois a maioria das vezes que abre a boca sai m…..

    • filomena borges says:

      E o Zé Policia que morreu perdido na serra, se calhar a caminho deLorvão?. e a ida livre, dos doentes aos cafés da terra? sempre foram lá tratados como naturais, e circulavam livremente..Lorvão ficou descaracterizado com a falta dos seus doentes .

  2. Este Sr. da ADFP, se tivesse um pouco de decência, estava calado, pois a maior parte dos que vêm para esta Instituição são explorados.

  3. Coitado do Saraiva, que em Lorvão estava sempre fechado no quarto e agora, pela primeira vez, vai poder ir semanalmente ao café da D. Tila… Haja limites para a hipocrisia (ou ignorância)!

  4. Conhecedor says:

    Estou mesmo á vontade para falar.Conheço os doentes que foram transferidos ou parte deles e também conheci a ADFP por dentro, o único comentário a fazer é VERGONHA. Como é possível que por trocas de favores pilitiqueiros se altere drásticamente a vida destes UTENTES do SNS, que se mantém na ADFP em troca de uma mensalidade paga pelo estado, e vergonha pelo que se fez ás gentes de Lorvão/Penacova extinguir aquela unidade que dinamizava a vida de todos os que lávivem…

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  6. Sónia Marques says:

    Os Doentes do Lorvão e o café da D.ª Tila

    Com este titulo publicou o jornal as Beiras um artigo de opinião assinado pelo psicólogo Paulo Henrique Figueiredo.

    Não pretendo alimentar qualquer guerra sobre doença mental mas importa esclarecer alguns factos.

    Os doentes mentais não são iguais, são mesmo muito diferentes.

    Todos sabemos que nos grandes hospitais psiquiátricos se fez um enorme trabalho, com qualidade, tratando agudos e mantendo doentes crónicos. A historia da psiquiatria esta cheia de bons e maus exemplos, e não serei eu a reescrevê-la…

    No Lorvão havia muitos doentes que conviviam diariamente no exterior. Não duvido que a população os considerava como vizinhos e os tratava com simpatia.

    No Lorvão, nos últimos tempos, também estavam a viver outros doentes que não conviviam com a comunidade. Havia alguns que passavam o dia num corredor , limitados a algumas saídas organizadas e pontuais ao exterior, e um conjunto de pessoas, designadas como “gatistas” , que tinham um regime diferente de clausura. Foram algumas destas que foram objeto de fotografia no café de Rio de vide…

    Alguns doentes quando chegaram á ADFP tiveram de ser protegidos com protector solar dado "estarem "muito” sensíveis ao sol.

    Não pretendo criticar o passado. Sei que os enfermeiros e outros trabalhadores do Lorvão, e de outros hospitais psiquiátricos, se esforçavam por fazer o melhor.

    Felizmente estes doentes têm hoje na ADFP melhor condições de residência e uma equipa de apoio mais alargada e pluridisciplinar.

    Na ADFP , porque as pessoas com doença mental são muito diferentes entre si, temos vários tipos de respostas residenciais.

    Os mais idosos e dependentes estão em residências apoiadas, integradas com outras pessoas sem doença mental.

    Alguns mais jovens, com maior potencial de autonomia, vivem em apartamentos na vila de Miranda.

    Outros , com maiores limitações, muitos vindos do Lorvão e Arnes, habitam em 8 apartamentos tipo T3 e frequentam diariamente o Centro Social Comunitário, onde residem crianças, mulheres gravidas, jovens, idosos e onde convivem com a população.

    Na ADFP nenhuma residência tem grades nas janelas ou secção fechada onde residem os mais difíceis…

    Tentamos que todas as pessoas com doença mental tenham atividades ocupacionais, mesmo aquelas que sofrem já de maior deterioração cognitiva, decorrente de longas institucionalizações e décadas de evolução.

    Alguns frequentam cursos de formação profissional, outros desempenham atividades ocupacionais em varias áreas desde lavandaria, a limpeza, tratamento de animais no Parque Biológico da Serra da Lousã, jardinagem, ateliers de artesanato, etc.

    Nas atividades lúdicas e corporais inclui-se a sessão de cinema comercial semanal, biblioteca , ginásio para os que querem, acesso a tratamentos de fisioterapia, etc

    Para nós cada doente mental é uma pessoa que deve ser apoiada e respeitada, de acordo com a sua individualidade e que não deve ser estigmatizada.

    Felizmente , mesmo as pessoas com doença mental mais grave, que vivem connosco, não estão condenados ao segredo e são alvo de noticias e atenção por parte da comunicação social.

    Sabemos que não somos perfeitos e que o nosso trabalho pode ser ainda melhorado.

    O Estado/Serviço Nacional de Saúde paga á ADFP um valor mensal muito inferior ao que estes doentes custavam nos hospitais psiquiátricos.

    O Estado (Segurança Social e SNS) paga á ADFP muito menos do que paga a outras organizações que prestam cuidados a doentes em unidades de cuidados continuados ou internamentos psiquiatricos.

    Os portugueses podem estar certos que as pessoa com doença mental , apoiadas pela Fundação ADFP, saem muito mais barato ao Estado e que são tratadas com bondade e elevado nível de humanização.

    Sónia Marques
    Psicóloga da Equipa de Doença Mental da ADFP

    • victor pereira says:

      até tenho vergonha de responder

      • Aurélio Ferraz says:

        Boa noite … feliz comentário Vitor … Nós, Portugueses, que nos fomos habituando a conversas de "graxistas", á espera de mais um lugar de destaque, onde possam receber,"com pouco trabalho e muita conversa", mais umas " massas" (politiquices ou politiqueiros "as"), … Não comentamos ignorância …

    • Você à semelhança de Passos Coelho padece de Esquizofrenia por tamanha ignorância e viverem num mundo de fantasia à parte de todos..tenha vergonha e não esteja com medo de perder o lugar.

    • Marina Frajuca says:

      Sra. Sónia
      Permita-me fazer as seguintes observações:
      Se esses doentes eram "gatistas" gostava que me explica-se como já não são?
      Quanto a alegação do uso do protetor solar; receberam os doentes no início do verão, certo? Nada mais natural não estarem habituados ao sol, como a Sra. e eu não estamos no início do verão.
      Quanto ao uso de grades, estas estavam lá para proteção dos doentes, certamente nunca lhe aconteceu um doente mandar-se da janela (e espero que não aconteça, pois não é nada agradável). A instituição onde trabalha, possivelmente até é térrea, não conheço.
      Também no Lorvão havia vários ateliers de ocupação para os mais capazes, como cerâmica, carpintaria e outros. Todas as quartas havia baile com os TPC, na qual faziam parte alguns doentes.
      Os doentes circulavam livremente pela povoação e diariamente, e eram bem vistos. As saídas para fora do Lorvão não eram só com meia dúzia de doentes, eram feitas com grandes números de doentes e nunca foi preciso alardear aos sete ventos o que se fazia. Nunca houve necessidade de vangloriar os nossos feitos porque eram o nosso dever e fazíamo-los de coração sem ser preciso aparecer a fota associada a mentiras nas redes sociais.
      De qualquer das formas, não pretendo insultar quem trabalha na ADFP, e este artigo só pretende refutar as mentiras declaradas pela vossa instituição.
      Agora peço é que não me insultem a mim e a quem lá trabalhou, nem venham a dizer mentiras para a comunicação social. Porque provas, temos muitas…

    • 1 – A questão que primeiro coloco é: conhecia o Hospital de Lorvão? Pois muito se falou das faltas de condições, das grades colocadas nas janelas, da falta de esforço dos profissionais em reabilitar os doentes… mas o curioso foi que muitos falaram sem sequer conhecerem a dinâmica do Hospital de Lorvão.
      Quanto às afirmações da D. Sónia, fiquei muito admirada quando explica que em Lorvão havia um regime especial de clausura para um grupo de "gatistas", gostaria de compreender melhor este regime especial. Falando em clausura, ó meu Deus, como o Lorvão era horrível para aqueles doentes…. Mais uma vez deixo a pergunta: conhecia o hospital de Lorvão?

      • 2 – Também me marcou a sua afirmação sobre as queimaduras solares, que tiveram de colocar protector nos doentes. Ainda bem que o fizeram, pois tendo os doentes sido transferidos em Julho, em pleno Verão, onde a exposição solar deve ser muito bem controlada, dou-lhe os meus parabéns por não se terem esquecido desse pormenor… Mas será que em Lorvão eles não apanhavam sol? Mais uma vez dito isto parece mesmo que aquele hospital de Lorvão era um antro de torturas… Ou será que os profissionais de saúde que lá trabalhavam tinham a noção dos riscos das queimaduras solares e, além de também aplicarem protetor solar, evitavam a exposição dos doentes ao sol nas horas de maior intensidade dos raios UV? É uma teoria que lanço aqui, mas a D. Sónia deve conhecer o Hospital de Lorvão melhor do que eu…

        • 3 – Também deduzi que na ADFP tratam os doentes mentais com muita bondade, muita humanização, sem estigma, e que em Lorvão, segundo o que percebi das suas palavras, tal não acontecia… Eram marginilizados, eram deixados por lá nos corredores, ninguém se importava com eles, se calhar os profissionais que lá trabalhavam nem sabiam o nome deles, a história de vida de cada um, as características, o que gostavam, o que não gostavam, os laços de amizade que tinham entre uns, os conflitos entre alguns… Certamente que ninguém lá se preocupava minimamente com eles, até aposto que os profissionais ficaram felicíssimos por se verem livres daqueles "doidos malucos"…. Concorda comigo D. Sónia? Era assim lá em Lorvão? Pois porque voltando à primeira pergunta que lhe coloquei: a D. Sónia conhecia o Hospital de Lorvão, certo? Certamente que acompanhou de perto aqueles doentes nos últimos anos ou meses lá em Lorvão…

          • 4 – Só para finalizar, esqueci-me de me apresentar: sou a Enfermeira Carina, trabalhei no Hospital de Lorvão (esse hospital sem condições nenhumas), com os nossos doentes (e quando digo nossos não estou a partilhar consigo, estou a partilhar com todos os meus colegas do Lorvão), sei o nome de cada um deles, o que gostam, o que não gostam… A relação profissional-utente há muito não existia, nós não eramos os profissionais e eles os doentes, nós eramos a família daquelas pessoas, daqueles seres humanos. Não sei como tratam os nossos doentes na ADFP, mas sei que em Lorvão nunca ninguém os estigmatizou, ninguém os colocou num mundo à parte como doentes mentais, e muito daquilo que afirma não corresponde de todo à verdade…

          • 5 – Sabe que um grande número de profissionais do Hospital de Lorvão não deixa de pensar nos nossos homens, alguns de nós choramos por eles, a saudade e a preocupação… A ADFP pode (e deve!!!) dar-lhes boas condições de vida, mas por favor, por respeito a eles mesmos, não sejam pretenciosos ao ponto de quererem mostrar que os tratam melhor do que em Lorvão… E sendo a D. Sónia psicóloga, explique-me como é que alguém pode estar bem, após ter sido arrancado da casa e comunidade onde viveu durante cerca de 40 – 50 anos? Alguns dos doentes foram internados com 14, 15 anos e nunca mais conheceram outra casa. Como é que agora, na etapa final das suas vidas, alguém achou que era "humano" mudá-los para outro lugar? Cada um tem a sua opinião, claro, mas a minha é que estes doentes estavam perfeitamente integrados na SUA comunidade, sem estigmas (sendo esse um dos principais objectivos da Saúde Mental). Como já algum tempo escrevi no Facebook, Ninguém mais os conhecerá (como nós), e nenhum outro lugar lhes pertencerá (como o Lorvão).

    • tanta mentira, como é possivel….

    • Ines Baptista says:

      Srª Drª Psicóloga Sonia Marques, face ao seu/seus comentarios, devo dizer-lhe que sou orgulhosamente Lorvanense!!!
      Não sei se conhece a realidade de Lorvão, e note-se que Lorvão apesar da fama não se resume unicamente ao Hospital Psiquiátrico, pois a história é bem mais anterior ao mesmo e está à vista de todos o MAGNIFICO Mosteiro de Santa Maria de Lorvão, PATRIMONIO NACIONAL, visitado diariamente por imensos turistas, os quais lhe podem contar que também eles tiveram contacto com os doentes mentais, nas ruas da vila imagine-se!!!! o saraiva a pedir o cigarrito…o rosa na crava pela moeda pro café (centimos nao aceitava, e chamavam-lhe maluco hein??).

      • Ines Baptista says:

        Este meu comentário é por pura indignação e sinto-me indirectamente ofendida pelas suas palavras, que poderiam enaltecer o vosso trabalho na nova morada destas pessoas (sim, pessoas! era assim que Lorvão as tratava, quer profissioanais quer a comunidade) em vez de denegrir os 50 anos de trabalho em prol do doente mental, sem qualquer fundamento!! se fosse verdade Drª….mas quem conheceu a realidade do HPL só sente revolta com tais afirmações e é lamentavel que vindo de alguém tão supostamente competente na área venha dizer tais barbaridades!

        • Ines Baptista says:

          Já se referiram as variadissimas actividades ao dispor destes doentes, quer no contexto lúdico como em comunidade, mas não foi referido um aspecto que na altura muito me surpreendeu, uma sala de SNOELEZEN modernissima e super equipada, já ouviu falar Srª Drª Psicóloga??? Ou….não era tema de conversa aquando das suas jantaradas da referida latada/queima? pode sempre fazer uma pesquisa breve e verá que se trata de estimulaçao multi-sensorial com N beneficios para este tipo de doentes, e Lorvao estava equipado para tal imagine-se!!!! sem condiçoes…..sem sei lá o que disseram mais…..tomara muita gente as ditas "poucas" condições do HPL.

          • Ines Baptista says:

            anualmente estes doentes iam de ferias à praia sabia?? 1 semana cada grupo, devidamente acompanhado por aqueles excelentes profissionais que eram para muitos deles a sua unica referencia de familia. A proposito destas férias, quando se deu a transferencia dos doentes para a sua instituiçao, alguns deles pensavam tratar-se das ditas ferias na praia….e iam todos contentes!!!!! mal sabiam eles…
            Srª Drª Psicóloga, Lorvão e os Lorvanenses não têm nada contra a sua instituição, pelo contrario, desejam que dêem o maximo por estas pessoas e pelo seu bem estar, e sei que sao visitados regularmente por varios Lorvanenses. Agora, Lorvão e os Lorvanenses exigem-lhe respeito e não admitirão mais insultos, tal como está visivel na dimensao da discussão em torno da dita ida dos doentes semanalmente ao café local.

          • Ines Baptista says:

            Não lhe ficou muito bem no curriculo tais lapsos….as grades do monumento nacional, a fotossensibilidade, a guetizaçao, o enjaulamento e ausencia de vida em comunidade. Drª numa próxima informe-se, leia, vá aos locais ver pelos seus olhos, e depois, se assim o entender, comente mas com veracidade e sem denegrir quem tao bem fez a estas pessoas e por quem ainda hoje sente saudades.

          • Ines Baptista says:

            Lorvão deixou de ser a "terra dos malucos" na prática, mas com orgulho dos 50 anos ao serviço destes doentes tao queridos para todos nós.
            Um bem-haja Doutor Paulo Figueiredo, pelas suas palavras e coragem por defender o nosso HPL que tão bem conheceu. Lorvão sente-se agradecido. E o meu reconhecimento público a TODOS os profissionais do extinto HPL, tenho muito orgulho em todos vós e no vosso bonito trabalho. A ti em particular Pai 🙂
            (a placa identificativa do HPL continua no mesmo si tio. esquecimento?? tiveram mais pressa em levar mobilias….supostamente emprestadas.)

  7. Mais uma jogada psd, pagamento aos seus…
    Esta foi mais uma maneira que o estado e o ministério da saúde arranjou para subsidiar algumas institutições, já tinha feito o mesmo com os bombeiros ao acabar com o transporte de doentes em carros de aluguer, levando muitos destes a entregar o alvará.
    Tenham vergonha!

  8. Paulo Figueiredo says:

    (É Paulo Figueiredo, (ex) responsável pelo Serviço de Psicologia Clínica do Hospital Psiquiátrico do Lorvão)
    Acerca do comentário de Sónia Marques, Psicóloga da Equipa de Doença Mental da ADFP :

    Olha, Sónia, apenas para lhe dizer que o que diz NÃO é de todo verdade – mesmo os doentes residentes com patologia(s) mais grave(s) do Lorvão (por favor, não lhes chame "gatistas", você é Psicóloga (Clínica ??), tem obrigação se ser rigorosa com a terminologia !!) desenvolviam várias actividades – obviamente, como diz e bem, conforme as suas capacidades individuais.

    (CONTINUA)

  9. Paulo Figueiredo says:

    (É Paulo Figueiredo,a utor do artigo de opinião referido)

    Uma pequena nota para lhe esclarecer o facto, citado por si, de "alguns doentes quando chegaram à ADFP tiveram de ser protegidos com protector solar dado "estarem "muito” sensíveis ao sol". Por favor, não diga disparates : como sabe (ou deveria saber), a medicação psicotrópica que eles tomam promove a fotossensibilidade, pelo que, de facto, devem ser protegidos da exposição directa aos raios solares, tal como qualquer pessoa que tome esse tipo de medicamentos.
    Fico muito feliz pelo facto de os doentes em causa participarem naquelas actividades todas que cita – incluindo "cursos de formação profissional", neste caso confessando o meu espanto, e olhe que conheço aqueles doentes MUITO bem…Apenas aparenta contradição o facto de, tendo chegado em Julho, apenas agora (finais de Novembro) realizarem essa importantíssima acção terapêutica de irem ao café da D. Tila – mas se calhar não, andariam muito ocupados em actividades de "formação profissional"…!!

    (CONTINUA)

  10. Paulo Figueiredo says:

    (Paulo Figueiredo, autor do artigo de opinião refernciado)

    Enviar para os jornais notícias como a "ida ao café da D. Tila" ou a "ida ao cinema" por parte dos deontes é tão ridícula que, se o ridículo provocasse queimaduras solares (pegando no seu infeliz exemplo) , não haveria protector eficaz. A não ser que fosse para se porem em bicos-de-pés, à custa de uma Instituição digna como o HPLorvão.

  11. outro atento says:

    Teria sido a Lusófona a passar o diploma aquela Sra.?

  12. super atenta says:

    Bom dia "outro atento"!

    Esclareço-o que a Sra. Sónia Marques, neste caso Dr.ª Sónia Marques é licenciada pela Universidade de COimbra. Tenho isto como certo porque fui colega dela.
    Alguma dúvida?
    Quer fotocópia do certificado ou fotos da queima, latada, jantares, etc, etc????????????

  13. Rosa MªPita Moreira says:

    Rosa Pita
    A minha indignação é tão grande , mas tão grande ,pelas barbaridades que essa srª que dizem ser psicóloga, diz! Desculpe mas deve ter tirado o curso por conrespondência ou então foi na Lusófona.A srªnão sabe o que diz, eu fui Enfermeira no ex HPL durante 39 anos , passei mais tempo na instituição que na minha própria casa, agora estou aposentada, conhecia todos os doentes , tal como eles me conheciam.Uma coisa é certa se todas as saídas e as atividades que os NOSSOS DOENTES tinham fossem aqui postado ,passava-se meses e meses a mostrar.Mas enfim, só fala quem não sabe!! E outra coisa que deve ser esclarecida, as grades que estão na janelas, não foram colcadas por causa dos doentes ,mas sim como a srª deve saber, porque sabe tudo , o edificio é MONUMENTO NACIONAL.

  14. Rosa Mª Pita Moreira says:

    Rosa Pita
    Continuando com o comentário sobre as grades como já havia dito,o edificio também foi um convento de freiras.Como tal não podiam ser retiradas!! Tenham é vergonha e não venham vangloriar-se com aquilo que fazem.Aqui estava à vista de todos como os doentes eram tratados .Confesso que já está a tornar-se enfadonho.Outra pergunta que fica no ar!! Será que a Sr DrªPsicóloga ganha como tal ,ou como assistente operacional.Ah já me esquecia os NOSSOS DOENTES não precisavam de ir para o café acompanhados, ou para o cabeleireiro.salvo raras exceções.Trabalhem deêm-lhes AMOR ,CARINHO e DIGNIDADE……..

  15. Super atenta,
    A Drª Sónia não tirou o curso na Lusófana, mas parece que passou o tempo de estudo na queima, latada e jantares, não falando do etc., será que isto também lhe deu algumas equivalências como ao Relvas. Só falta dizer que arranjou emprego através do cartão de filiação no psd.

  16. super atenta says:

    quer ter razão com insultos? qualquer pessoa com bom senso neste país sabe que tirar um curso superior requer estudo e muita força de vontade! Quanto ao Relvas e outros como ele, os tachos chegam-lhes! e fique sabendo que nem eu nem esta colega gostamos de política! pessoalmente contra o Lorvão não tenho nada e sei que a minha colega Sónia também não! Além disso não falo do que não conheço nem do que não sei que é o caso do HPL! acho que criticar uma tecnica duma instituição, seja ela qual for, que nada tem a ver com politiquices, e mutio menos com o fecho de um hospital, é de muito mau tom!
    Se há que criticar é os responsáveis por quem o fechou e os tirou do seu meio! e não criticar quem todos os dias trabalha para o bem estar deles!

  17. Sónia Marques says:

    Como já referi não pretendo alimentar guerras e vou ser breve: o que importa são estas pessoas especiais, o trabalho que desenvolvemos diariamente com elas e o seu bem estar. Tenho a minha consciência tranquila e todos os dias saio do trabalho com sentido de missão cumprida. Prova disto são os sorrisos dos utentes e as demonstrações de satisfação das famílias.

    Sónia Marques
    Psicóloga da equipa da Doença Mental da Fundação ADFP

    • Jorge Agostinho says:

      Já que não conhece coisas elementares podia ao menos informar-se antes de vir para aqui escrever o que não sabe…A dos protectores solares nos doentes é de bradar aos céus…Até um aluno de enfermagem quando passava nos estágios de psiquiatria sabia da fotosensibilidade de grande parte deste doentes, pois é um dos efeitos secundários de um determinado grupo de medicamentos(voçê sabia? não me parece). As grades santa ignoância…então não é que é possivel alterar a fachada de um monumento nacional???? Enfim desejo-lhe boa sorte pois vai precisar, sim porque nem só de graxa vive o homem…

    • Marçal Montezinho says:

      Dr. Paulo Figueiredo li e gostei imenso do seu artigo que acredito ser realista em todos os pontos. Infelizmente esses politiqueiros de que fala não respeitam nem os doentes mentais e isso é o cumulo da pobreza de um país… Em relação ao Sr. Presidente da dita instituição, limito-me a dizer que não há outra instituição que trate e cuide tão bem esse género de doentes como os hospitais psiquiátricos na sua dimensão adequada obviamente.

    • Luísa Correia says:

      Desculpe, Dr.ª Sónia, mas "pessoas especiais?! Por favor! "Gatistas"?! "Saio com sentido de missão cumprida"?! Não consigo perceber, realmente…já para não falar na foto sensibilidade!

  18. outro atento says:

    Sra.Psicologa, formada em na faculdade de Psicologia de Coimbra, como é que autorizou a publicação de uma história falsa e com tais gafes( "Gatistas"???). Tenho a certeza que está arrependida. Se a Fundação Jaime Ramos é tão boa, porque necessita de publicar tais noticias? Os portugueses não andam com os olhos fechados. NÓS vimos. Tratem bem dessas pessoas que bem merecem.

  19. Conan "O Homem Rã". says:

    Sra. Dra. Quer um cheque com quantos noves para falar verdade????????? Ou então calar a boca de uma vez por todas em relação ao ex-HPL ???????????????????
    O Grande Mário (Milhões) resolve !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    Ó será que a Sra é a defensora do grupo de politiqueiros que provocaram toda esta situação????????????????????????????????????
    VERGONHA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    TENHAM TODOS VERGONHA NA CARA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  20. uma pessoa informada says:

    boa noite, para ja quero começar por dizer que seja quem for que publique as "suas" razoes nao deve ofender de qualquer maneira as pessoas que dao a cara pelo trabalho da instituiçao, pois se há algo contra a mesma deve ser dirigida à mesma e nao aos seus funcionários! Depois, acho que é importante referir que há vários tipos de utentes provenientes do Hosp. do Lorvao, alguns mais independentes que faziam uma vida praticamente normal no Hospital convivendo, como foi referido, com a populaçao residente e outros que estavam "trancados" dentro da enfermaria participando em algumas actividades ocasionais como as que referiu. Digo ocasionais pois muitos estiveram mais de 40 anos internados e se me enumerar 80 ou 100 actividades nao é nada de extraordinário, faça as contas… Realmente o que interessa, e a Dra. Sonia tambem referiu, é o bem estar dos utentes e a opiniao que os familiares têm vindo a demonstrar relativamente aos cuidados prestados. Pelo que sei, e sem atacar ninguem, os familiares têm referido que o espaço físico é "significativamente melhor" e que alguns dos utentes "demonstram melhorias". Acho que está tudo dito….

  21. observador says:

    Sr.(a) pessoa bem informada (??) não é bem isso que se passa. Pelo que percebi, as pessoas, que estão na antiga escola, teem tido visitas dos familiares. Isso é muito bom. Isso sim é um bom trabalho: incentivar os familiares a fazerem visitas regulares para que não haja rutura dos laços familiares e para que esses utentes se sintam protegidos.Parabens.

  22. tomaramvocêsser hpl says:

    tópicos para quem se diz técnica dessa assoçiação de Miranda do corvo
    -acha normal mandar um doente(augusto madureira -guga-), prás urgências sozinho ?, um doente psiquiátrico destes?, e se eu não conhece se o doente não perguntava isto.
    – acha normal os doentes serem entregues em rio de vide com os quartos ainda a cheirarem fortemente á tinta ? certamente não seria das camas que foram á borla de lorvão, epah mas em lorvão eram más e ai já são boas ? -fator borla- é um termo novo na saúde dos doentes
    -acha normal chegar lá a rio de vide o autocarro com os novos inquilinos e não terem sala de estar ? almoçaram em dois grupos e no fim as mesas tinham que ser arredadas para improvisar uma tipo jaula e animais amontoados ? e ainda andavam a por as letras de -residencia da igualdade- penso que não me enganei no nome, áh e agora de repente aquando da descarga da bagageira do autocarro, eis que aparecem os homens dos aluminios, seriam as janelas para a sala de estar dos doentes?
    -porque não equiparem a casa primeiro e deixar sair o cheiro das tintas, e depois sim receberem os doentes ?
    – quanto a lorvão não ter condições! porque lá foram buscar as camas e mais algum material ? epah desculpem, pois é, já tavam pagas não é !
    Agora passando a outros assuntos;
    tudo o vi enumerado numa publicação de jornal é pura estupidez, aliás digna de psiquiatria compulsiva monetária e de interesses, passo a explicar, os doentes em lorvão não tinham atividades??????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????
    epah tenham dó e interne se quem diz isso, já tou como o colega Paulo Figueiredo com Pê grande que respondeu e muito bem ao que foi publicado no jornal, então como chamam a todas a saidas e eventos que tivemos em prol dos doentes em lorvão, aqueles que o Dr Paulo muito bem inúmerou em resposta no jornal ?
    será que em miranda do corvo tambem vão ao Algarve passar férias, vão ao zoológico, vão uma semana prá praia, e vão fazendo saidas terapeuticas ?
    -resposta á publicação que me ofendeu e tocou quando a vi publicada no nornal, eu como ultimo da minha classe a abandonar lorvão senti que chamaram incompetentes a todos os que trabalharam naquela casa em prol dos doentes, será que os funcionários de miranda também pagam cafés aos doentes e outras coisas quando eles não teem dinheiro ??? acho que não porque até já mandam os coitados sozinhos prás urgencias.
    QUANDO FOREM ADULTOS, TIVEREM CIVISMO, NÃO PENSAREM SÓ EM DINHEIRO, INTERIORIZAREM QUE A FAMILIA DOS DOENTES É QUEM OS TRATA INDEPENDENTEMENTE DE QUANTO É O NOSSO ORDENADO, AI SIM TALVEZ SE TORNEM PROFISSIONAIS , E AI SIM VÃO VER QUE UM DOENTE DEPOIS DE ALGUM TEMPO GANHA LAÇOS E PROCURA O CARINHO EM QUEM OS ACOMPANHA NO DIA A DIA . .

    e se os doentes têm visitas, em lorvão já as tinham, agora devem ter mais porque trocaram de casa, lógica pura no meu ver.
    Axo que o que tinha que ser dito já foi repetido muita vez, agora não me venham dizer que lorvão não tinha condições pois ai terá mesmo que se fazer um comparativo a partir do dia da troca das casas dos doentes e vamos ver o que tá mal afinal, e ponham pessoal a trabalhar em numero suficiente e não só quando a inspeção é feita . .

  23. tomaramvocêserem hpl says:

    Quanto á minha ultima publicação aqui, serve também para demonstrar a tamanha ignorancia que é de mandar um doente como o Augusto Madureira para as urgengias dos h.u.c sem acompanhamento devido, e passo a explicar melhor;
    foi preciso trabalhar alguém que veio do defunto psiquiátrico do lorvão nas urgências dos h.u.c e que conhece o doente, para acalma lo e fazer a interligação e respetiva triagem para se apurar o que realmente tinha, devido a tratar se de um doente que normalmente não coopera com pessoas estranhas a ele, e pode eventualmente ficar agressivo ao tentar defender se quando não conhece quem o rodeia, será que se a dita funcionária não trabalha se nas urgencias seria preciso imobilizar o doente numa maca com a ajuda de sedativos e ligaduras nos membros(se tivesse acompanhado era desnecessario não era?)? ? ?
    porque não levar a psiquiatria a serio e acompanhar o coitado lá dentro das urgencias para sentir a proteção de alguém e o carinho que merece?
    epah ninguém é doente porque quer.

    se ouverem mais ofensas aos que tanto deram para dignificar uma casa como o psiquiátrico do lorvão, serão aqui e não só reportadas algumas situações que não teriam que ter acontecido se houve se humanismo e amor ao proximo e não egoismo e interesses . .

    a quem leia estes comentários não pense que o mal só acontece aos outros, até porque a palavra maluco é muito comum na giria portuguesa, Deus nos livre a todos assim como estes coitados que não por culpa deles ficaram ou já nasceram com problemas mentais, e por interesses foram diga mos assim tirados da familia que os protegia diariamente, o problema aqui não é lorvão ter fechado, é a familia e a mistica que lorvão tinha no tratamento de doenças mentais, sendo a casa e familiA DE MUITOS á muitos anos . .

    UMA COMPARAÇÃO Á MANEIRA SERIA TRAZER O PARLAMENTO PARA COIMBRA . .

    MORRIA MUITA GENTE NÃO ERA . .

  24. tomaramvocêsserem hpl redigido por mim kem conduziu os doentes pra desgraça com muita pena minha . .
    tudo o k relatei é e foi veridico, provas no local . .
    ass.vitor ex motorista prá extinção do lorvão . .

  25. Será interesse? says:

    Os doentes têm tutores? Estes doentes crônicos recebem subsidio desde à muitos anos, certo? Pois… E haverá comissão de ética para não permitir q os doentes assinem algum tipo de documento sem capacidade para a interpretação deste? Ou a atribuiçao de tutor é controlado pela instituição? E qd os doentes morrem? Pois… Tenho muitas dúvidas, alguém me pode ajudar a esclarecer este assunto?

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