Opinião – EUA: pelas pessoas, com as pessoas

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João Azevedo

“Levantámo-nos, lutámos para reconquistar o nosso lugar e sabemos nos nossos corações que para os Estados Unidos da América o melhor ainda está por vir”, garantiu Obama, rodeado pela mulher e pelas filhas. Barack Obama venceu novamente as eleições americanas e estará à frente do destino do país por mais quatro anos. Transmitiu sempre, quer no discurso da vitória quer ao longo de toda a campanha, uma mensagem de esperança, de continuidade, de justiça nos valores sociais, de mais emprego e de crescimento económico e social.

Esta foi uma das mais renhidas campanhas das últimas décadas, indecisa quase até ao último voto, mas os americanos acabaram por votar na continuidade de um estado preocupado com as pessoas. A influência norte americana no mundo é determinante. Obama ganhou e o mundo não ficou indiferente, suspirou de alívio. Um estado com mais políticas sociais, mais equitativo e que se preocupa com os mais pobres.

Hoje, os EUA é um país mais socialista, não por mérito exclusivo de Obama mas porque a versão do capitalismo ainda em vigor falhou.

O sinal dado do outro lado do atlântico é positivo para uma Europa desnorteada e assente num modelo político de direita em contraciclo com o que o seu povo deseja.

Obama é acarinhado pelos europeus e goza de grande notoriedade porque as pessoas se identificam com as suas políticas. No final de contas, Obama venceu onde alguns dos seus colegas e líderes europeus fracassaram. Conseguiu vencer umas eleições no meio de uma crise económica, com promessas por cumprir e com projetos incertos. No final de contas a maioria dos americanos não votou no aventureirismo.

É esse aventureirismo e as suas políticas que nos levaram ao quase caos económico e financeiro com a desregulação completa dos mercados e um capitalismo selvagem que hoje aplica o garrote às pessoas e que lhes pede sacrifícios para sairmos da crise criada por essas mesmas pessoas.

Foi uma boa notícia para a Europa, uma boa notícia para os europeus e uma má notícia para alguns dos seus líderes.

 

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