Opinião – Apostar na nossa agricultura: uma prioridade

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João Azevedo

A agricultura e a pesca foram setores primários de atividade produtiva que marcaram durante anos, e de uma forma muito significativa, a dinâmica económica do país. Contudo, as políticas europeias e comunitárias fizeram com que trocássemos setores de produtividade por dinheiro e assim fomos acabando com as pescas e com a agricultura. Desta forma, Portugal hipotecou o futuro da sua produtividade criando desequilíbrios na sua balança comercial em troca de milhões, que não tiveram na altura o retorno desejado.

Hoje, com a crise, repensa-se o modelo económico do país, aposta-se no empreendedorismo e assistimos ao retomar de atividades produtivas que quase foram extintas.

A agricultura começa a ser um exemplo bem claro disso. É uma aposta efetiva na produtividade e com um retorno muito positivo para uma retoma eficaz da economia do país. Apostar na agricultura é apostar no futuro e num setor de atividade gerador de riqueza que produz bens primários de consumo que qualquer ser humano precisa. Sabemos claramente que a aposta em áreas ligadas à energia é o futuro. Apostar na agricultura é apostar em fontes de energia.

Chegam-nos todos os dias notícias de que existe um aumento significativo de jovens agricultores no país. Neste momento, cerca de duas centenas e meia de jovens agricultores instalam-se, em média, por mês, em Portugal. São valores muito acima daquilo que acontecia há uns anos. Os solos estão a voltar a ser utilizados, com mãos de obra altamente qualificada e com práticas e tecnologias que noutros tempos não existiam.

A agricultura é um setor em claro crescimento e o nosso Governo deve apostar na sua expansão e deve lutar por otimizar ao máximo as ajudas que vêm de Bruxelas. Não pode, por questões de secretaria, deixar escapar estas ajudas financeiras que tanta falta fazem aos nossos agricultores. Temos de ser mais eficazes neste capítulo, a nossa económica necessita disso e o próximo quwadro de apoio europeu ( 2014-2020 ) será fundamental para os nossos setores de produtividade.

Portugal sempre foi um país de floresta, agricultura e de pesca. Foi necessária a crise para olharmos para as nossas raízes e apostarmos naquilo que historicamente conhecemos como ninguém. Mas não basta a população apostar nestes sectores, o Governo tem de acompanhar os desenvolvimentos, motivando e incentivando para a aposta crescente nestas áreas de claro interesse para o país.

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