“O país não é um jogo de cores”

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Por que sentiu necessidade de publicar este livro de crónicas?

Tenho uma atividade frenética de escrita e publico não só no DIÁRIO AS BEIRAS, mas também em blogues, essencialmente ligados à ciência e à intervenção política, e na internet. E entendo que há duas coisas que são importantes em quem emite opinião: refletir sobre o que está acontecer, tentando ver as coisas em perspetiva, e manter duas características que considero essenciais na minha intervenção pública, que são a coerência e a inflexibilidade de princípios. Depois de estar na direção do iParque presidi à CCDRC, estou muito satisfeito com o que fiz e penso que ficou tudo bem resolvido. Mas, tendo em conta posições que tomei, e que conduziram à minha saída da CCDRC, senti a necessidade de demonstrar que sempre pensei desta forma, que não mudei. Eu não mudo e é muito difícil fazerem-me mudar de opinião.

O livro é então um testemunho dessa fase?

Sim. O livro começa e termina com a memória histórica, e acompanha o meu percurso neste período. Começa em setembro de 2009 e termina em julho/agosto de 2012. Inicia-se com uma crónica que tem a ver com a história, sobre uma apresentação que Diana Andringa fez em Coimbra, de um documentário sobre o “campo da morte lenta”, o Tarrafal. O que ela disse, e concordo inteiramente, é que nós, porque não prestamos atenção ao que aconteceu no passado, repetimos ciclicamente os mesmos erros.

Versão completa na edição impressa

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