João Duque vê economia nacional com boas perspetivas daqui a 10 a 15 anos

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O professor João Duque, presidente do Instituto Superior de Economia e Gestão, disse, em Penela, que dentro de 10 a 15 anos a economia portuguesa vai proporcionar imensas oportunidades, depois do ajustamento a que está a ser sujeita.

Falando no 7.º Fórum de Desenvolvimento Económico, promovido pela Câmara de Penela, no painel sobre “Portugal amanhã – apostar na economia produtiva?”, o académico frisou que a economia nacional precisa de um “ajustamento forte” no padrão de consumo das pessoas e na sua capacidade de produção, nomeadamente para a exportação.

“As exportações estão a ter um comportamento a meu ver inimaginavelmente bom. Devo dizer-vos que a diferença entre exportações e importações nunca teve, desde o 25 de abril, qualquer parecença com aquilo que se verificou nos últimos 12 meses”, sublinhou.

Salientando que Portugal acumulou dívida excessiva ao longo dos últimos anos, João Duque alertou que se Portugal enveredar pela via de exigir o perdão de uma parte da dívida corre o risco de ser obrigado a efetuar uma “contração absolutamente à força” por falta de dinheiro externo.

A falta de credibilidade do país, segundo João Duque, poderia significar a entrada num longo período de decadência que, neste momento, já se sente, mas que seria “muito pior, porque não haveria qualquer esperança de voltarmos ao mercado durante muito tempo”.

O presidente do Instituto Superior de Economia e Gestão salientou ainda que os portugueses podem não gostar do programa de ajustamento financeiro a que o país está sujeito, mas mesmo com a adoção de medidas que suavizem o “apertar do cinto” o resultado final será “mais ou menos o igual”.

Depois do ajustamento, João Duque considerou que dentro de “10 a 15 anos a economia portuguesa será “uma economia de oportunidades” e um espaço interessante para se instalarem empresas para produzirem para o mercado internacional.

One Comment

  1. Quem sou eu para criticar tão ilustre figura?
    Na sua explanação em que contribuiu na busca de soluções? Tudo o que disse está gasto e demonstra o apoio à actual política de empobrecimento. Fala em economia de oportunidades daqui a 10 anos, com que bases? E no futuro próximo e no tempo que medeia?
    Com o empobrecimento as importações serão sempre mais baixas, mas como sobreviveremos com as actividades primárias à muito abandonadas e as outras à beira da falência?
    Não basta opinar. É preciso soluções e trabalho para todos.

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