GNR abateu 105 bovinos que ameaçavam Idanha-a-Nova

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A GNR abateu105 bovinos que ameaçavam a saúde pública e a segurança em Idanha-a-Nova, restando “muito poucos” animais, que devem ser eliminados até dia 30, disse hoje (23)o diretor-geral de Alimentação e Veterinária.

O abate a tiro na zona de Segura começou no dia 08 de novembro e decorreu durante cerca de uma semana, seguindo-se uma avaliação por helicóptero da área por onde vagueavam os animais, adiantou Nuno Vieira e Brito à agência Lusa.

“A identificação por helicóptero permitiu observar que quase todos os animais foram abatidos e que haverá mais dois ou três em zonas recônditas”, sublinhou o responsável pela Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), que dirige a operação.

Os animais que restam depois da intervenção da GNR “são muito poucos”, frisou.

Os números estão abaixo da previsão inicial da DGAV, antes das operações, segundo a qual deviam existir 250 animais sem controlo há vários anos naquela zona, ameaçando propriedades e populações.

Ate final do mês está em vigor um edital para o abate, pelo que, dentro desse prazo, todo o gado bravo deverá estar abatido, acrescentou.

Dos 105 animais abatidos, apenas um tinha identificação auricular, o que para Nuno Vieira e Brito “é um sinal dos longos anos em que não houve controlo sanitário”.

Tendo em conta que toda a situação “foi causada por problemas de saúde pública e segurança”, a DGAV “vai proceder a uma identificação de efetivos nas explorações vizinhas”.

O objetivo é que “no final da operação, que foi difícil, tenhamos uma situação em Idanha que, do ponto de vista sanitário, ofereça toda a segurança ao consumidor”, afirmou Nuno Vieira e Brito.

O diretor-geral considera que a operação “foi muito bem executada pela GNR”, classificando como muito importantes os apoios “da população e da Câmara de Idanha-a-Nova”.

Em setembro, foi encontrado morto um pastor com sinais de ter sido atacado por touros e, no início de outubro, um caçador foi ferido com gravidade depois da investida de um dos animais sem controlo que entrou numa zona de caça.

Recentemente, a DGAV detetou um caso de BSE (encefalopatia espongiforme bovina, vulgarmente conhecida como doença das vacas loucas) num desses animais, que fora vendido para abate e posterior consumo humano.

A direção geral tomou conhecimento também da existência de animais com tuberculose.

 

Autor: Agência Lusa

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