FCTUC ajuda PJ a retirar mais informação das impressões digitais

O diretor do Laboratório de Polícia Científica da Polícia Judiciária (PJ), Carlos Farinha, não tem dúvidas de que é possível retirar “alguma informação adicional” ao valor meramente valor identificativo das impressões digitais, como, por exemplo, “perceber se o autor manipulou” determinadas substâncias, como drogas, explosivos e outras. Ora, é precisamente com esse objetivo que a PJ vai receber ainda este ano, uma aluna de mestrado de Química Forense da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) para realizar um estágio no Laboratório de Polícia Científica, em Lisboa. A parceria surge ao abrigo de um protocolo celebrado ontem entre as duas instituições (FCTUC e PJ) que está relacionado com o estudo de impressões digitais latentes, recorrendo a métodos de imagiologia química.

De acordo com Carlos Farinha, as ciências forenses conheceram um grande avanço, de tal modo que hoje, numa cena de crime, “sabe-se cada vez mais a partir de cada vez menos”. E esse continua a ser o grande desafio: o de conseguir fazer com que os elementos vestigiais consigam revelar muito mais informação para a investigação.

“As impressões digitais são um dado biométrico de excelência. E é possível obter mais informações através delas”, adiantou.

 

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