Eu deputado – Em defesa do IPC

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Mário Ruivo

O Governo prepara-se para fazer um corte no financiamento dos Institutos Politécnicos, colocando em causa a qualidade do ensino e até a sua própria sustentabilidade.

No caso do Instituto Politécnico de Coimbra, o Governo procedeu a uma redução total nestes dois últimos anos (valores correntes) de um montante global efectivamente superior a quatro milhões de euros, traduzindo-se numa redução de cerca de 8,2 por cento em cada ano, e numa redução global de cerca de 15,8 por cento nos dois anos. Em relação a 2010, a redução é de cerca de 25 por cento (ou seja, 8,3 milhões de euros).

O Partido Socialista já tornou público, pela voz do líder parlamentar, Carlos Zorrinho, a intenção de apresentar, em sede de discussão do orçamento, propostas para diminuir os cortes orçamentais sobre o orçamento das instituições de Ensino Superior e do Politécnico, tendo em conta as severas limitações ao sistema de ensino e à investigação decorrentes da atual proposta do Governo.

O interesse de um ensino superior dotado das condições adequadas ao cumprimento da sua missão não pode ceder perante um corte cego ao seu sistema de financiamento, pelo que reclama o IPC a reposição do enquadramento que foi determinado para a elaboração da proposta inicial de OE para 2013, com o reforço necessário para satisfazer o total dos encargos adicionais com as alterações posteriormente introduzidas (retoma do pagamento do 13º mês, aumento das contribuições para CGA, para a Segurança social e para a ADSE).

Essa deve ser a posição de todos os deputados eleitos pelo distrito de Coimbra, na hora da sua votação, independentemente do grupo parlamentar que integram.

Deputado PS

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