Diário de S. Martinho do Bispo – Novo lar de idosos demora e “emperra” apoio social

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S. Martinho do Bispo tem sérias carências em matéria de lares de idosos. Em toda a freguesia, conta apenas com o CATICentro de Apoio à Terceira Idade, localizado na Quinta do Cedro, quase paredes-meias com as novas instalações da Casa dos Pobres.

Para a outra extremidade da freguesia, em Pé de Cão, está previsto um novo equipamento, para lar e centro geriátrico, mas que tarda em arrancar. No plano privado, entretanto, duas unidades funcionam muito bem: a Casa do Juiz e o lar da Graça de São Filipe.

O CATI, da Santa Casa da Misericórdia, é o maior equipamento social, com dois pavilhões e quatro vivendas. Atualmente, acolhe 79 idosos (53 dos quais mulheres), dos 70 aos 90 anos. Presta ainda apoio domiciliário a 25 pessoas e o seu Centro de Dia recebe mais uma dezena. Para toda esta estrutura trabalham nada menos do que seis dezenas de pessoas – que, na segunda-feira, se esmeraram para um magusto com música e convidados especiais.

 

Projeto do Centro

Social S. João

CATI e Casa dos Pobres estão sempre lotados e com listas de espera consideráveis. Por seu turno, o Centro Social de São João tem tudo pronto para construir, com projeto e terreno, mas o processo está emperrado, quer por dificuldades económico-financeiras quer também porque contende com as delimitações da Reserva Agrícola Nacional. A associação de Pé de Cão, recorde-se, localiza-se num arruamento transversal à antiga estrada Bencanta-Taveiro, justamente para o lado dos campos agrícolas do Mondego.

Para o presidente da Junta de Freguesia de S. Martinho do Bispo, a situação que está criada com o Centro Social de São João é “a todos os títulos lamentável”. Neste contexto, a direção da instituição fez publicar um comunicado público dando conta de que, para ultrapassar as dificuldades, vão ser remodeladas e alteradas as atuais instalações, de modo a aproveitar o 1.º andar e ali fazer um lar, com 40 camas – que quer ver inaugurado em maio. Mas, ainda assim, Antonino Antunes adverte que as lacunas vão continuar.

 

Apoio domiciliário

sem carências

No que respeita ao apoio domiciliário, o autarca admite que a resposta é bastante melhor. Para além do CATI, também o Centro Sociocultural de S. Martinho e o próprio Centro Social de São João asseguram um serviço que cobre praticamente toda a freguesia. “Posso mesmo dizer que não deverá haver carências, pois sou solicitado regularmente para meter um empenho ou outro e não tenho dificuldade em os conseguir”, adianta Antonino Antunes.

Menos bem está a Casa do Povo de S. Martinho. A instituição mantém um ATL em funcionamento mas, como admite o presidente da junta, “pouco mais faz” e o risco de degradação, nomeadamente, no plano das instalações físicas, é grande.

 

2 Comments

  1. Elmano Nunes says:

    A Casa do Povo de S. Martinho é uma casa emblemática desta freguesia, tão densamente povoada e ao mesmo tempo tão carenciada de uma obra social que pudesse dar resposta diária às vastas solicitações.
    A sua degradação é preocupante e não se vislumbra que, a médio prazo, alguma entidade possa fazer bras de remodelação que tão necessárias se tornam.

  2. Seria bom então, que os elementos ligados a esses lares e/ou organismos, se deslicacem aos lares referenciados a" funcionam muito bem: a Casa do Juiz e o lar da Graça de São Filipe", a fim de colherem informação sobre a metodologia desse bom funcionamento !

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