Condenada a dois anos e dois meses de prisão condutora que atropelou homem em Aveiro

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O Tribunal de Aveiro condenou na sexta-feira a dois anos e dois meses de prisão efetiva uma automobilista acusada de ter atropelado um homem e de ter fugido do local sem prestar auxílio.

O caso ocorreu na noite de 08 de fevereiro de 2011, numa ocasião em que a vítima acabara de sair do seu automóvel, estacionado numa rua da freguesia de Esgueira, e foi atingida por uma viatura ligeira de passageiros, conduzida pela arguida, que circulava no mesmo sentido com as luzes desligadas.

Devido ao embate, o homem foi projetado cerca de cinco metros e sofreu várias fraturas, que o “deixaram incapacitado para desenvolver a sua atividade normal”.

Apesar do choque, a condutora prosseguiu a sua marcha sem prestar auxílio, vindo a ser detida pela polícia dez minutos depois, a cerca de 600 metros do local onde ocorreu o acidente.

A arguida foi submetida ao teste de alcoolemia, tendo acusado uma taxa de 2,44 gramas de álcool no sangue.

As autoridades constataram ainda que a automobilista não tinha carta de condução e a sua viatura não tinha seguro.

“É difícil arranjar uma situação mais grave do que esta”, afirmou a juíza durante a leitura da sentença, relevando que a arguida tem antecedentes criminais “graves”, tendo sido condenada, pelo menos, sete vezes por condução sem habilitação legal e uma vez por condução em estado de embriaguez.

A magistrada referiu ainda que alguns meses depois do acidente, e devido ao facto de ter ficado incapacitado, a vítima se suicidou.

 

(Texto: Agência Lusa)

3 Comments

  1. Apena mesmo assim foi tão branda? É praticamente um homicídio…

  2. Manuel Rocha says:

    Basicamente, podemos concluir que uma vida humana vale 2 anos e dois meses de prisão, sendo esta pena uma despesa adicional para o Estado, por causa duma parasita que destruiu uma vida humana e respectiva família. Bela justiça esta, sim senhora!

  3. Valeu a perspicácia e a capacidade de reacção do senhor que apontou a matrícula do carro dessa mulher! Bem-haja a esse senhor, senão ainda hoje seria uma incógnita quem teria cometido tamanha barbaridade. Infelizmente, a arguida foi acusada apenas a 26 meses de cadeia por este crime horrendo. Para nós, família, esse facto não faz de volta o pai, o marido, o amigo, o irmão, o cunhado, o colega de trabalho mas de alguma maneira foi castigada.

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