Chuva prejudicou manifestação a favor da reposição da ferrovia

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Foto – Luís Carregã

Cerca de três centenas de pessoas manifestaram-se, este sábado, em Coimbra, pela reposição urgente da ferrovia no Ramal da Lousã. A iniciativa foi prejudicada pela chuva e terminou na estação de Coimbra A, em lugar do anunciado desfile até à “Estação Velha”.

Na manifestação participaram, sobretudo, pessoas vindas de Miranda do Corvo e da Lousã. A estes populares, associaram-se os presidentes das Câmaras de Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã, o vice-presidente da Câmara de Góis e ainda vereadores e outros eleitos municipais das quatro autarquias.

Nos discursos feitos, dominou o apelo a que os políticos, de todos os partidos, cumpram os compromissos que assumiram, em plena campanha eleitoral, de não “deixar cair” o projeto do elétrico rápido de superfície, entre Coimbra e Serpins.

Ao Governo, os manifestantes exigiram que as obras na linha, entre Serpins (Lousã) e o Alto de São João (Coimbra) sejam reatadas. Para além disso, o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, foi instado a agendar uma reunião, até final de novembro, com os presidentes das três câmaras envolvidas, no sentido de encontrar uma solução a contento de todos para o aproveitamento da verba de 15 milhões de euros, disponível no quadro comunitário de apoio.

Recorde-se que um grupo de trabalho, nomeado pelo Governo e liderado pelo antigo presidente da Câmara de Coimbra, Carlos Encarnação, propôs a canalização desta verba de 15 milhões de euros para a construção do Parque de Máquinas e Oficinas (PMO), em Ceira – uma solução que, de acordo com o presidente da Câmara da Lousã, Luís Antunes, o próprio secretário de Estado já admitiu precisar de ser “afinada”.

One Comment

  1. jorge antunes says:

    Quem hoje esteve na Manifestação, que mais uma vez bate o pé no sentido, de que os carris roubados, o comboio desviado, e os juramentos falsos de campanha, ou não, estão presentes e bem latentes nas gentes, grosso modo de Coimbra. E não calarão a sua voz, Lousã, Miranda, Gois, Coimbra, e todos que de uma forma ou de outra entendem, esta atitude como uma afronta, que tem que ser reparada. Dano individual, provocado a centenas e centenas, que dependiam totalmente deste meio de transporte, de que foram espoliados sem qualquer razão compreensível, que não seja a da incompetência transversa, de governações sucessíveis. Bem assim como os milhares de cidadãos do Distrito, que indirectamente e diariamente sofrem igualmente prejuízos primeiros, com este “crime” de lesa Distrito, estão todos a uma só voz em LUTA, e o poder central, tem que atacar imediatamente, esta situação, que cada dia vai provocando mais prejuízos. Basta, ou Governo, mete mãos á obra, ou então melhor fora que deixe de considerar Coimbra parte integrante, do território Nacional. Não pode haver mais tolerância, para tal desmando, esperamos a pronta solução, a não ser assim não podemos, ficar apenas por acções de rua, Portugal ainda é um estado de direito, e aqui há muitos residentes, nos conselhos directamente afectados, que foram vítimas de “burla” institucional, e o Estado no seu pleno, tem de ser responsabilizado, e se não se alcançar justiça, nas instâncias nacionais, coisa aliás que não concedo, então que se recorra ás instâncias internacionais de que Portugal é membro. Aos que estiveram presentes, uma palavra de alegria, por nem o mau tempo ter conseguido afastar o “inverno do nosso descontentamento”, aos obreiros, que tem dado a cara, para que seja reposta a legalidade fica um bem haja solidário. Continue-mos a luta até á vitória final, que já espreita, nas trevas da insensatez, ainda dominante. Jorge Antunes

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