Assembleia municipal da Covilhã quer referendar redução de freguesias

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A assembleia municipal da Covilhã pronunciou-se por unanimidade contra uma proposta de redução de 10 freguesias e aprovou por maioria a realização de um referendo local sobre o assunto.

As decisões foram tomadas numa das reuniões mais concorridas de sempre, com residentes de várias freguesias a erguerem cartazes com palavras de ordem contra a reorganização administrativa.

A Unidade Técnica para a Reorganização Administrativa do Território considerou estar em “desconformidade” a reorganização defendida pela assembleia municipal da Covilhã a 21 de setembro.

Aquele órgão autárquico pronunciou-se pela agregação das juntas urbanas, reduzindo três das 31 freguesias e deixando intactas as zonas rurais, mas a Unidade Técnica defende que a redução deve ser maior e chegar a 10 freguesias.

Foi essa redução que foi hoje “chumbada” por toda a assembleia, que decidiu ainda “ouvir os eleitores”, numa proposta apresentada pela bancada do PSD e aprovada por maioria, com a abstenção da CDU.

A proposta de referendo local vai agora ser sujeita à apreciação do Tribunal Constitucional.

“Se o Tribunal Constitucional deixa passar? Não sei”, mas “a Covilhã sempre foi resiliente e o país fica a saber que não nos conformamos”, justificou Bernardino Gata, líder da bancada do PSD.

Pedro Farromba, vice-presidente do município (PSD), sublinhou que o município “não aceita a agregação de quaisquer freguesias rurais” e utilizará “todas as armas” ao alcance, “seja referendos, seja providências cautelares”, para o demonstrar.

One Comment

  1. maria proença says:

    Se vai Haver redução de freguesias a nivel nacional, a Covilhã não é excepção. Efectivamente sou natural desse concelho da Covilhã e existem freguesias em que as verbas são quase na integra para pagar salários dos membros das respectivas juntas, acho que as freguesias teriam muito a ganhar coma a agregação, desde que devidamente feita e onde não fossem esquecidos os interesses de todos, A minha unica duvida é se haverá impercialidade na altura de decidir o que fazer e onde?

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