Almeida Henriques defende que “hardware” territorial tem de absorver menos recursos

O secretário de Estado Adjunto da Economia e Desenvolvimento Regional, Almeida Henriques, considerou hoje que as necessidades básicas dos territórios estão, “genericamente, satisfeitas” e o “hardware” territorial não pode continuar a absorver o mesmo volume de recursos.

Ao intervir hoje, em Viseu, numa conferência sobre “Áreas urbanas: propostas para 2014-2020”, Almeida Henriques disse que o atual Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) será “o último quadro comunitário de um investimento massivo” em infraestruturas.

“Em particular, de infraestruturas inviáveis, insustentáveis, que são um fardo para o país, para os municípios e para os cidadãos”, frisou.

Almeida Henriques lembrou que o atual QREN apoiou 1.828 equipamentos, representando um financiamento de fundos comunitários de cerca de 2.500 milhões de euros.

Neste âmbito, defendeu que não se pode continuar a gastar a mesma quantidade de recursos com o “hardware” territorial, “e, sobretudo, sem que lhe seja pedido o respetivo retorno social e económico”.

O secretário de Estado referiu que, nos últimos anos, o QREN executou 500 milhões de euros de financiamentos comunitários em intervenções de reabilitação urbana e, apesar de não pôr em causa a importância destes investimentos, disse que se espera “que sejam valorizados economicamente”.

Na sua opinião, “a iniciativa JESSICA é um bom exemplo do que poderá ser o futuro da política de cidades e desenvolvimento urbano em Portugal”, porque “põe o acento tónico na reabilitação urbana, olhando ao mesmo tempo para a sua regeneração social e económica”.

Ou seja, “mais do que no ‘hardware’, hoje é tempo de pensar e apostar no ‘software’, nos fatores dinâmicos e sustentáveis do desenvolvimento”, sublinhou.

Almeida Henriques defendeu uma visão que aposte ”na valorização económica das cidades e das suas redes, enquanto ecossistemas de recursos físicos, valores culturais, talentos humanos e energias empresariais, sociais e de conhecimento”.

“As cidades não podem ser parte do problema, têm de ser parte da solução”, acrescentou.

 

Texto Agência Lusa

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