A lista de alunos devedores, com propinas em atraso, na Universidade da Beira Interior (UBI), vai continuar afixada na instituição, mas o reitor, João Queiroz, disse hoje à Lusa que admite estudar outras formas de notificar os estudantes.
De acordo com João Queiroz, a lista é afixada todos os anos na UBI, pelo menos, “desde há 15 anos”, como forma complementar à notificação por cartas registadas, muitas das quais “são devolvidas”.
Todos os atos académicos são anulados para quem não paga “uma parte ou a totalidade das propinas”, refere o reitor, evocando a lei, razão pela qual diz ser importante garantir que os alunos são notificados.
João Queiroz admite que poderão ser estudadas formas alternativas de garantir que todos os estudantes são notificados.
Mas, para já, a listagem “vai continuar afixada”.
O reitor refuta as acusações de insensibilidade face às carências sócio-económicas de alunos e famílias.
Quando são identificados “casos problemáticos”, a reitoria “tenta encontrar formas alternativas de ajudar o aluno a cumprir as obrigações”, um trabalho feito em conjunto com a Associação Académica e o provedor dos alunos, realça João Queiroz.
Para setembro está prevista inclusivamente a publicação de um regulamento de apoio social, que já esteve sujeito a discussão pública, e prevê formas alternativas de apoiar os alunos.
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