A Comissão de Utentes da Maternidade do Hospital Sousa Martins (HSM), da Guarda, anunciou hoje que vai promover um abaixo-assinado para sensibilizar o Governo no sentido da manutenção daquele serviço.
Segundo Helena Neves, daquela comissão, a iniciativa surgiu no seguimento de um estudo da Entidade Reguladora de Saúde, “onde se recomenda o encerramento da maternidade da Guarda e a concentração de partos na Covilhã”.
O abaixo-assinado vai recolher assinaturas nos 14 concelhos do distrito da Guarda, na tentativa de “travar” a possibilidade do encerramento do bloco de partos do HSM, disse hoje a responsável à agência Lusa.
“Esta medida, a concretizar-se, irá agravar ainda mais a já difícil situação das populações do distrito, a braços com o crescente desemprego, a falta de meios de transporte e a falta de outro serviço de maternidade no distrito”, refere a Comissão de Utentes.
Esta estrutura admite que o encerramento da maternidade do HSM “lançará uma verdadeira ameaça sobre a taxa de natalidade, que já é baixa, agravando o sentimento de insegurança de todas as mulheres, contribuindo para a desertificação e o já crescente abandono do distrito”.
A mesma comissão, composta por utentes, mães, profissionais de saúde e cidadãos, manifesta preocupação com o possível encerramento do bloco de partos, por considerar que tal medida “em nada irá favorecer as populações” da região.
“De vez em quando, surge a ameaça de que vão encerrar a maternidade, deixando um sentimento de insegurança nas mães, nos pais e nas famílias”, lamentou Helena Neves.
A responsável apela à mobilização da população em torno da defesa do serviço e admite que, caso o Governo tome a decisão de o encerrar, haja “uma resposta forte” do distrito da Guarda.
Além do abaixo-assinado, a Comissão de Utentes da Maternidade admite “levar para a frente todas as ações de luta que se julguem necessárias, ao lado da população, a fim de defender a manutenção” de um serviço considerado “fundamental” para o hospital da Guarda, referiu.
“A concretizar-se a ameaça, não baixaremos os braços, desenvolveremos tudo o que estiver ao nosso alcance e faremos tudo o que pudermos, como [aconteceu] no passado”, assegurou Helena Neves.
A responsável lembrou que, em 2006, quando a maternidade do HSM também esteve em risco de fechar, a Comissão de Utentes mobilizou-se e “houve um grande movimento em torno da maternidade, que teve resultados”.
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Se manter as maternidades fica tão caro, não seria o caso de voltamos ás antigas parteiras. O estado ensinaria a jovens interessadas a fazerem um curso de parteira e lhes daria um incentivo pecuniário por cada parto. Talvez uma parteira por freguesia ou povoação dependendo do número de casais jovens ou das distancias.
Ou então valorizar mais os nossos enfermeiros e torná-los mais polivalentes.
Uma coisa é certa alguma solução tem que ter…