A construção, em curso, de um parque de estacionamento na zona ribeirinha da Figueira da Foz esbarrou na estrutura do antigo molhe do quebra-mar, e o projeto inicial terá de ser alterado, disse fonte camarária.
Em causa está a descoberta de parte do paredão que defendia aquela zona da cidade das investidas do mar – junto ao forte de Santa Catarina e ao adjacente Ténis Club – e onde se situava, até meados do século XX, a barra do rio Mondego.
“É factual. Houve uma parte daquela zona que não foi identificada [no projeto], temos mantido contactos com a equipa de projetistas que está a analisar a situação”, disse à agência Lusa Carlos Monteiro, o vice-presidente da autarquia que detém o pelouro das Obras Municipais.
Na zona original onde se situava o quebra-mar, cuja construção data do século XIX, existiu, até à década de 1960, um jardim e infraestruturas de atividades lúdicas.
Estas vieram a ser suprimidas com a construção do molhe norte do Mondego – concluída em 1966 e que levou a barra 900 metros para jusante – e posterior ordenamento da zona ribeirinha com terrenos ganhos ao rio.
Carlos Monteiro frisou que a equipa técnica realizou sondagens na “envolvente” do antigo molhe do quebra-mar “mas nenhuma delas acertou” com a estrutura.
Embora a solução final venha a ser proposta pela equipa de projetistas, a autarquia sugere dois cenários: “ou deitar abaixo o quebra-mar [uma solução que implica custos acrescidos] ou mantê-lo como está, reduzindo o número de lugares” do futuro parque de estacionamento.
“Não queremos onerar significativamente o projeto. Por enquanto ainda não há uma solução definitiva, até porque qualquer alteração terá de ir à reunião de câmara para ser votada”, explicou.
A construção do parque de estacionamento coberto com 300 lugares, aproveitando a diferença de cota entre a avenida de Espanha e o chamado terrapleno da Marina, insere-se no projeto de requalificação urbana da envolvente do forte de Santa Catarina, orçado em 4,4 milhões de euros.
Uma nota enviada à Lusa pela assessoria do projeto de requalificação urbana, refere, por seu turno, que “qualquer solução que se venha a encontrar, seja a demolição parcial do molhe, seja a sua integração no projeto, não implicará qualquer atraso no planeamento da obra, nem colocará em causa a existência e manutenção do parque de estacionamento”.
Já Fernando Cardoso, presidente da Empresa de Investimentos do Mondego, parceira da autarquia e de outras entidades nos projetos de regeneração urbana, classificou de “pitoresco” o caso do antigo molhe mas minimizou-o.
“Denota que não há um funcionamento continuado dos serviços [camarários], mas não lhe atribuo grande importância. É a vida”, sustentou.
Para além do parque de estacionamento, o projeto de requalificação urbana da envolvente do forte de Santa Catarina inclui a criação de uma nova zona desportiva e de serviços, a requalificação viária da avenida de Espanha – que será atravessada por uma ponte pedonal – espaço de espetáculos ao ar livre e um espelho de água, entre outros.
A obra tem um prazo de execução de oito meses e uma área de intervenção de cerca de oito hectares, onde se inclui a renovação de 280 metros de frente ribeirinha.
Inclui, ainda a criação de espaços verdes, com plantação de 300 árvores e arbustos e a criação de um quilómetro de percursos pedonais e 570 metros de ciclovia.
Texto Agência Lusa
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Mas qual é o problema? Agora qualquer calhau que se tapou há 10, 20, 30 anos, agora é uma preciosidade? Então e a piscina que havia no Mondego frente ao mercado da F. da Foz, também vai aparecer? Quer dizer não vai haver estacionamento e vai haver novamente o molhe antigo e a piscina. Boa!
Ja agora nao esqueçam o ring de patinagem, as escadas do Ginasio e todos os molhes do feteira, da praça nova, sinceramente esta nao…………………………
Fernando Cardoso… parceiro da autarquia? E marido de uma vereadora do executivo. Aqui há gato!!!