Autoestrada do IC3 acaba mesmo… na rotunda da ponte da Portela

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A ligação do IC3 a Coimbra Norte parece estar definitivamente arredada. Ou seja, a autoestrada que começa em Tomar vai mesmo acabar… na Ponte da Portela. Tudo porque a Ascendi, que detém a concessão rodoviária Pinhal Interior, está prestes a aceitar um corte no valor da parceria público-privado (PPP), negociado com o Governo.

A notícia era já esperada, mas ainda não é oficial. Não obstante, tudo indica que a negociação entre o Governo e a Ascendi, que, para além do Pinhal Interior, controla também a concessão do Douro Interior, vai poupar cerca de 490 milhões de euros ao Estado, nos próximos 30 anos.

Segundo noticia o Diário Económico, só na concessão do Pinhal Interior vai ser possível “salvar” 400 milhões às contas públicas, com o abandono da construção do IC3, entre os nós de Ceira e Coimbra-Norte (ligação ao IP3 e à A1. Ao jornal lisboeta, uma fonte ligada às negociações admitiu tratar-se do único troço que “ainda estava significativamente por fazer, mas também era o que iria gerar mais receitas de portagem”.

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14 Comments

  1. Perfeitamente de acordo! Coimbra tem ligações suficientes, seria erro grave a criação de mais estradas num País sem capacidade economica para as manter. Desta forma o Pinhal Interior fica ligado a Coimbra e ao Norte do País atraves da A1.Facilitem sim isenção de portagem,ou redução, entre Condeixa e Trouxemil de forma a facilitar a entrada no IP3. Posteriormente pensem na ligação rápida a Viseu, que bem merece.Se o meu País continuar com uma politica descoordenada de mais autoestradas brevemente surgirá o início da falência economica das mesmas, acabaremos por ter de encerrá-las por falta de dinheiro para a sua manutenção?

    • Henrique Costa says:

      Oh João, que critérios usou para chegar à maravilhosa conclusão de que já tem ligações suficientes? Sabe de que trajecto se está a falar???? É só aquele que iria permitir chegar a Coimbra Sudeste vindo de norte sem passar pela má fadada rotunda da Casa do Sal!!! Ou seguir para Viseu sem ter de ir a Coimbra Norte!!!O país não tem capaciadade mas é sempre Coimbra que se lixa!! Tudo porque há sempre uns cromos que sofrem do Sindroma do Coitadinho!!!! Você só pensa é em si, que quer é não pagar portagens!!!! Entao vá pelas nacionais a abstennha-se de comentar assuntos mais complicados!!!

      • João Pedro says:

        Meu caro Henrique Tenha paciência, o joão Tem uma doença (( diarreia no cerebro)) ou seja ideias de merda. Ele esquece-se quew a ligação da IC 3 norte sul , que facilita tudo o que o meu amigo Henrique escreveu, mas o acesso au POLO DA SAUDE seria de longe beneficiado. Proceguindo librarnos-iam dos flagelos , casa do sal , a norte e as dificuldades a sul das Avenidas novas , que em algo muito melhoraram, com a I C # melhoraria muito mais , Amigo Henrique boa continuaçao

    • Caro Joao

      Os meus parabens pela intervençao. Esta cambada esquece-se que isto é um país de tanga que os nossos represenrtantes politicos não souberam coordenar.Mais autoestradas sem dinheiro para as pagar e sem carros para nelas circularem ? Quem paga todos estes exageros é o ZÉ.

      A ligaçao a à A1 emCondeixa com isençao de portagens até TROUXEMIL e conversão do IP3 até

      Viseu é mais do que suficiente para a nossa debil bolsa . Parece que ainda nao entenderam que hoje ja nada é como dantes. As vacas gordas já lá vão, agora comam cabras. Viseu sim, precisa, não é terra de doutores mas terra de trabalho.

  2. Exacto. Ó atrasado, já viste que lindo. a auto estrda a acabar no alto de um monte…

  3. Henrique Costa says:

    490 milhões em 30 anos!!! Dá qualquer coisa como 16 milhões por ano! Só o concelho de Coimbra paga em impostos mais de 400 milhões de euros por ano para Lisboa!!! Cambada de chulos!!!

  4. Claro que se poupa dinheiro não fazendo esse troço, mas não o fazendo toda o resto desta autoestrada fica sem sentido em termos de via estruturante. O que interessa ligar o IC3 apenas à Portela?

  5. Pirolito com Bola says:

    Boa medida.
    O IC3 já vai ligar (obras em curso) o Pinhal Interior à A1, na portagem de Condeixa. A partir da Ponte da Portela já existem três vias de acesso rápido ao interior da cidade e de comunicação com o Norte de Coimbra: circular de Boavista, Circular Interna e Circular Externa.

  6. Pirolito com Bola says:

    Boa medida.

  7. O que interessa mais uma AE paga, 20 km paralela à A1???

  8. Miguel, para quem se desloca de Coimbra para a Beira Interior, interessa e muito…

  9. Jose Nobrega says:

    Só quem nunca percorreu a N110 (IC3) entre Condeixa e Tomar é que pode achar que esta via não faz falta. Esta via já está prevista pelas Estradas de Portugal há 30 anos! Ligando Viseu a Coimbra e daí a Tomar, depois Entroncamento e Coruche ou à A13, dando acesso ao Alto Alentejo e Península de Setúbal, esta via é tida como fundamental para a Região Centro, pois é uma Via Estruturante (social e economicamente) dos concelhos e capitais de distrito do designado Pinhal Interior, ou seja, das cidades de 2ª linha face à costa (a 40/50 Km) e que permitem a subsistência e a real liganção ao interior do país. Esta Estrada deveria ter sido construída em vez da A17 (Leiria – Aveiro, passando pela Figueira da Foz), que com a mesma extensão (e paralela à A1), não serve rigorosamente ninguém (cruzando praias e planícies agrícolas onde não existem núcleos urbanos). Basta ver o volume de tráfego pesado diário que percorre o IP3/IC3 para perceber que o grosso das populações e das industrias que vivem e trabalham na Região Centro não estão "nas praias" do litoral centro e portanto não são servidas pela A17. A verdade é que os nossos governos não gostam de fazer o que é preciso, mas sim "dar a ganhar" a quem lhes paga as campanhas e lhes garante "tacho" depois da passagem pelo governo. Obviamente entre construir uma autoestrada verdadeiramente necessária para a economia da região centro e do país e uma AE que não sirva ninguém da região mas que é 10 vezes mais fácil de construir e de explorar pelas concessionárias (principalmente se formos todos a pagar), a opção é sempre, invariavelmente, aquela que mais dinheiro dá a ganhar aos políticos e seus financiadores privados.
    O atrasado estrutural, industrial, económico e social, assim como a progressiva perca de peso político e institucional da Região Centro deriva exactamente de sucessivos adiamentos da construção desta autoestrada. Basta nos lembrarmos que numa já velha entrevista do Cavaco Silva (que aqui tem ampla base de apoio), este admitiu que o grande erro (estrutural e social) dos seus governos, foi não ter construído logo o IP3 e o IP5 em perfil de Autoestrada. O IP5 (Vilar Formoso – Aveiro), principal porta de entrada do país, foi transformada em A25 pelos governos do Guterres e o IP3 (Viseu – Coimbra – Figueira da Foz) e o seu complemento natural, o IC3 (Coimbra – Tomar – Entroncamento – Coruche – Montijo), ficaram sucessivamente no saco, muito devido ao facto de esta ser uma Região em que os concelhos e as capitais de distrito são maioritariamente dominados pelas hostes do PSD. O Sócrates andou a adiar a construção desta via o mais possível, pois como o terreno é acidentado (ao estilo do IP5/A25) não dava "jeito" construir aos seus amigos empreiteiros que preferiam construir nas planas "praias" do litoral (A17) ou requalificar vias ao longo do Vale do Tejo (A23), deste modo garantindo obras com lucros brutais, tecnicamente de fácil execução e que nunca servirão as populações da Zona Centro, muito pelo contrário, servindo tão somente aquelas pessoas que a atravessam rumo ao norte ou vice-versa, assim transformando a nossa região num deserto no meio do país.
    E assim se destrói, através da estagnação e retrocesso estrutural da fulcral capacidade de mobilidade interna e de velocidade nas transacções e na prestação de serviços (agrícolas, comerciais, industriais e sociais), a coesão regional de uma antes influente região do país (décadas de 70 e 80) , garantindo simultaneamente o emprego dos recursos oriundos desta (impostos) na manutenção e crescimento da hegemonia de cidades como Porto e seus satélites (Braga, Aveiro, Guimarães e Viana do Castelo), Lisboa e sua Zona metropolitana, bem como da Península de Setúbal. Por cá, os sucessivos adiamentos desta via já fazem parte do património cultural e da "tradição" das nossa gentes, região em que os próprios políticos locais são os primeiros sublinhar e enfatizar a pobreza das suas terras e populações, nomeadamente perante o poder e o poder de atracão das regiões com portos, aeroportos, autoestradas e demais infraestruturas públicas (pagas por todos nós), mas que aqui, na Região Centro, "jamais"!…

  10. Fernanda Amorim says:

    Par que mais estradas e auto estradas e vias rápidas? Já temos que chegue. Sé se for para ir buscar mais uns tostões aos bolsos de Zé Povinho. Gastar mais dinheiro para quê? Há coisas mais importantes que as vias rápidas e as autoestradas.Gastem dinheiro sim , mas num melhor ensino, na saúde .

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