Que os jovens “apostem na humanidade contra a tecnocracia” (com fotos)

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Emoção, recolhimento e a cor das fitas de cada um dos cursos a marcarem uma cerimónia que, no fim de semana, levou alguns milhares de jovens finalistas do ensino superior politécnico e universitário, os seus familiares e amigos, à Sé Nova de Coimbra, naquelas que foram as duas cerimónias de bênção das pastas em estreia para D. Virgílio Antunes, bispo de Coimbra.

O momento é habitualmente mágico para todos, na sua relação “diversa” com o divino, como ontem fez questão de referir D. Virgílio Antunes, o novo bispo de Coimbra, que este fim de semana se estreou a presidir à cerimónia de bênção das pastas. E se, para uns, o momento foi profundamente significativo na vivência aprofundada da sua religiosidade, para outros, como foi possível perceber, tratou-se de uma cerimónia emotivamente celebrada, sobretudo, pelo agradecimento devido à família.

Versão completa na edição impressa

 

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2 Comments

  1. Henrique Costa says:

    É pena que a igreja se meta desta maneira na política. De que é que Portugal tem sofrido, de excesso de tecnocracia ou excesso de politiquismo? Quase todos os dias aparecem notícias onde se vê que houve pouca competência técnica e muito favorecimento de interesses políticos. A igreja, ao fazer eco destes sloganes de esquerda, desmarca-se da população mais conservadora que a apoia para se juntar aos inconscientes que muito a criticam… Uma igreja populista não terá mais sucesso…

  2. Sopetão says:

    O Bispo de Coimbra é um homem culto e esclarecido, sublinhou com eloquência e calor humano a necessidade de humanismo em cada acto e no percurso dos novos diplomados. A tecnocracia referia-se se calhar de modo sintético a todo um 'modus operandi' instalado que vê o outro como obstáculo e ou como simples objecto que devemos afastar, com indiferença, ou utilizar sem respeito pela sua individualidade de pessoa humana. Tudo está resumido hoje à carreira, aos desempenhos, e pouco se olha ao que vamos semeando de humanismo e atenção ao outro. Diria que não foi nada populista, e se terá sido ou não conservador é difícil, depende do modo como interpretamos a presença e a voz da Igreja em Portugal, e nos nossos meios mais delimitados.
    De qualquer maneira uma Igreja que pugna por princípios e valores «difíceis» de coordenar com o quotidiano de esperteza saloia e ignorância que vivemos terá sempre menos popularidade. Portanto, talvez até seja algo positivo que assim seja.

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