Rede de Judiarias cresceu de nove para 23 municípios num ano

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A Rede de Judiarias de Portugal cresceu de nove para 23 municípios num ano, disse o secretário-geral da associação, Jorge Patrão.

Novas adesões estão em curso e os associados estão a realizar “um levantamento de todo o património judaico” e a conjugar ações “numa candidatura nacional” a apoios financeiros para promoção conjunta da temática.

O projeto já foi apresentado “ao secretário de Estado da Cultura e à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, prevê sobretudo ações imateriais e, excecionalmente, alguns trabalhos de construção”, descreve Jorge Patrão.

Segundo descreve o responsável, alguns associados preveem intervenções ligadas ao período da inquisição, outros preparam memoriais a importantes figuras da história judaica e portuguesa, entre outros exemplos.

Jorge Patrão destaca que “na economia, ciências médicas ou filosofia, houve muitos judeus de Portugal que tiveram um papel decisivo em países estrangeiros e a maioria dos portugueses desconhece isso”.

Aquele responsável considera “uma questão de justiça” dar a conhecer esses aspetos da História de Portugal.

Formada em março de 2011, a rede agrupa municípios de todo o país e seis entidades regionais de turismo com o objetivo de “valorizar o património judaico que corresponde a uma história vastíssima do povo português e judeu”.

Alenquer, no distrito de Lisboa, foi um dos últimos municípios a entrar na rede, em setembro de 2011, e justifica a adesão com a importância dos “vestígios de uma judiaria” no centro histórico da vila, “considerados de interesse por especialistas”.

Jorge Riso, presidente do município, espera que a união de todos os municípios em redor da temática consiga conquistar “apoios financeiros” para a “promoção do património judaico para fins turísticos e históricos”.

A sede da rede está localizada em Belmonte, distrito de Castelo Branco, berço de uma das mais antigas comunidades judaicas da Europa, que mantém os costumes e tradições até hoje.

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