Julgamento de seis ex-dirigentes da Águas de Coimbra começa terça-feira

Foto Carlos Jorge Monteiro

Quatro antigos administradores e dois ex-diretores da empresa municipal Águas de Coimbra começam, na terça-feira, a ser julgados pela alegada prática de duas dezenas e meia de crimes de abuso de poder no exercício de funções.

No processo pelo qual vão a julgamento, no Tribunal de Coimbra, são acusados e pronunciados pela contratualização de serviços e contratações de recursos humanos sem consulta ao mercado, alegadamente beneficiando amigos e parceiros de empresas onde tinham interesses.

São ainda indiciados por atos lesivos para as pessoas e carreiras de funcionários superiores da empresa, dois deles a surgir neste processo como demandantes.

Os principais visados são Jorge Temido e Nuno Curica Branco, cada um indiciado pela prática, em concurso efetivo, de sete crimes de abuso de poder.

Paulo Canha, que foi presidente do Conselho de Administração da Águas de Coimbra (AC) entre 2005 e 2007 – transitando depois para a administração da Águas do Mondego, empresa de capitais públicos e municipais -, é responsabilizado pela prática em concurso efetivo de quatro crimes de abuso de poder.

Jorge Temido foi vogal no Conselho de Administração de Paulo Canha, tendo-lhe sucedido na presidência, até 2009.

Nuno Curica Branco foi vogal na administração de ambos.

Joaquim Sousa, vogal no mandato de dois anos do ex-presidente do Conselho de Administração Jorge Temido, é indiciado pela autoria, em concurso efetivo, de três crimes de abuso de poder.

A Carlos Rodrigues, antigo diretor geral da Águas de Coimbra, é imputado um crime de abuso de poder, tal como a Rui Cardantas, responsável por departamentos na mesma empresa municipal.

O processo foi objeto de acusação pelo Ministério Público, mas os arguidos não se conformaram e requereram a abertura da instrução, para que fosse aprofundada a investigação de alguns factos.

One Comment

  1. Infelizmente todos sabemos que isto vai acabar "em águas de bacalhau". Era bom que, caso sejam reunidas as provas de culpa, aos arguidos sejam aplicadas penas exemplares, como a proibição de exercer cargos publicos para que estes crimes deixassem de ser cometidos com tanta frequencia.

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