Empresários admitem que serviços do IEFP funcionam melhor em Coimbra

Foto Luís Carregã

 

Em Coimbra, não são frequentes “grandes aglomerações” de desempregados junto ao centro do IEFP “provavelmente devido às características do tecido económico da região, caracterizado por empresas de pequena dimensão e dominado pelos serviços”, admitiu, à Lusa, Armindo Gaspar, presidente da Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra (APBC).

“Isso não significa”, no entanto, que “não haja, como no resto do país, muito desemprego”, mas antes que ele se vai manifestando, “aqui, de uma forma gradual e distribuída no tempo”, sublinha.

Paulo Mendes, presidente da Associação Comercial e Industrial de Coimbra (ACIC), concorda, mas julga que existem outras razões que também explicam as filas mais “curtas” no centro de emprego. “No concelho de Coimbra o desemprego deverá estar ligeiramente abaixo da média nacional”, calcula Paulo Mendes, considerando, por outro lado, que o IEFP disporá aqui de “melhores condições do que noutras cidades”.

Tais circunstâncias não dispensam, porém, a criação, também em Coimbra, de “unidades de gestão”, que “aproximem mais o desempregado das empresas” e “torne mais eficaz a relação” entre empregadores e quem procura trabalho, como, recentemente, “foi admitido pelo governo”.

A capacidade de resposta dos funcionários do IEFP e, porventura, as condições de que dispõem as suas instalações, poderão ajudar a explicar a circunstância de Coimbra não registar grandes filas de espera à porta do centro de emprego, admite o presidente da câmara, João Paulo Barbosa de Melo, sublinhando, no entanto, que não conhece bem a situação.

“Uma coisa é certa”, a avaliar pela ausência de reclamações na câmara, “o IEFP em Coimbra” funciona bem, acrescenta o autarca, referindo que é frequente os cidadãos pedirem à Câmara para intervir junto de entidades, por estas funcionarem mal.

8 Comments

  1. A meu ver, a causa de ausência de aglomerações de desempregados á porta do IEFP, deve-se exclusivamente por falta de confiança na instituição, e a mesma só trás despesa ao Estado, veja-se ou fçam uma auditoria aos serviços e vejam que a maior parte dos cursos de formação são dados por amigos, que nada têm de conhecimento prático das profissões, o intuito é somente de proporcionar aos instrutores mais uns cobres para os seus bolsos….

  2. Tem toda a razão, quantos cursos foram feitos para licenciados desempregados? Tenho um familiar desempregado, sabem quantos cursos e quantos oportunifdades de emprego lhe arranjaram, em 3 anos? ZERO.
    Como alguém pode dizer que funciona bem? Ali só se trabalha para os amigos e tachos. Defendo uma auditoria. A falta de aglomerações é falta de crédito da Instituição.

  3. A falta de aglomerações deve-se ao número de técnicos, que diáriamente atendem,os desempregados. Sim, porque no centro de emprego, não se desenvolvem ações de formação, pelo que não devem haver, nem padrinhos, nem madrinhas a atender, mas sim técnicos empenhados e responsaveis.

  4. Já cá faltava o comentáriozinho depreciativo da praxe…

  5. Não gosto muito de criticar , mas eu infelizmente também caí no desemprego , e digo o IEFP de Viseu não funciona , mau atendimento dos técnicos ( não é o segurança )
    depois têm formações expostas ao utentes ,mas infelizmente não têm técnicos para dar as mesmas .Apresentei-me duas vezes para a reunião informativa de criação do proprio emprego , assim á primeira até parece facil mas a realidade não é. O IEFP não acompanha as pessoas acompanha os numeros , isso é triste para as pessoas .Quando tiver a minha candidatura aprovada vou deixar uma cópia aos técnicos do IEF para eles darem exemplo ás proximas pessoas que assim o entendam e pelo que tenho visto são muitas mas ,que depois por falta de apoios acabam por ir água abaixo.Uma das ultimas do IEFP de Viseu precisei da declaração para entregar a minha candidatura no dia que lá passei um técnico solicitou-me a inscrição do IEFP no dia seguinte fui lá a Drª Marta só me solicitou o BI , chama-se a isto uma falta de consideração para com as pessoas ,.

  6. Concordo e subscrevo os comentários anteriores, os técnicos não teem nenhum interesse pelos desempregados, enquanto receberem o salário deles no fim do mês está tudo bem, e as câmaras são iguais ou piores, sempre apareceu aqui um calculista da C.M.C. já enviei alguns mails para os Técnicos do IEFP e nem resposta dão, estão-se nas tintas para o mixilhão, em breve bem ai as eleições autárquicas e a seguir as legislativas !!! para os 2.500 e meio de pessoas abaixo da pobreza fazerem a sua justiça, temos num Pais de miséria feito de injustiças e desigualdades ! concordo com as auditorias feitas a todas as instituições ! se eu fôr candidato á C.M.C: é o que vou fazer no imediato ! fica a dica .

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