Conimbriga teve em 2011 o segundo melhor ano da última década

 

O número de visitantes do Museu Monográfico de Conimbriga  foi, em 2012, o segundo mais elevado registado nos últimos dez anos no período de janeiro e fevereiro – segundo dados divulgados esta quinta-feira.

De acordo com o diretor do Museu de Conimbriga, Virgílio Hipólito Correia, nos primeiros dois meses deste ano o espaço foi visitado por 10.764 pessoas, número que, na última década e no período homólogo, apenas foi superado em 2002 (11.705 visitantes).

“Neste início do ano, há dois dados coincidentes: o público escolar, desde setembro até agora, subiu 32% em relação ao ano passado. Nos primeiros dois meses do ano, o público em geral aumentou mais de 30% relativamente ao período homólogo de 2011”, disse hoje à Agência Lusa o diretor do Museu Monográfico, que tutela as Ruínas de Conimbriga.

Em 2003, neste período (janeiro e fevereiro), o museu teve 7.884 visitantes e, em 2006, 7.600 (o valor mais baixo registado nestes dez anos).

Desde 2008, em que teve 7.735 visitantes nos primeiros dois meses do ano, o Museu Monográfico e as Ruínas de Conímbriga têm aumentado sempre o número de entradas neste período, até atingirem, este ano, o segundo valor mais elevado da década (10.764).

“Desde 2002 que não tínhamos tanto público. Entre 1999 e 2002 atingimos o pico de visitantes (quase 200 mil por ano). A partir daí, houve uma tendência de perda de público mas que, nos últimos anos, parece-nos estar a estabilizar”, referiu Virgílio Hipólito Correia.

A modificação do horário de funcionamento do museu, que, a partir do ano passado, passou a estar aberto de segunda-feira a domingo das 10:00 às 19:00, a programação cultural permanente concebida para o espaço durante todo o ano – nomeadamente as iniciativas “À conversa com…” e os jantares temáticos – e a programação das comemorações do cinquentenário do museu, são outros fatores que, na ótica do diretor, contribuíram para este aumento.

“Temos feito um esforço muito grande, como é nossa obrigação, na divulgação dos valores culturais que aqui se conservam e as pessoas são sensíveis a isso”, referiu ainda Virgílio Hipólito Correia, que entende que a ligação da instituição às redes sociais “também tem um impacto muito grande”.

Embora sem dispor de estudos sobre o público do museu, o diretor estima que 20 a 25% seja público escolar e o restante distribui-se, em percentagens idênticas, por portugueses e estrangeiros.

Entre os visitantes do estrangeiro, destacam-se cidadãos espanhóis e brasileiros. Ingleses e franceses são outras presenças constantes no museu.

“Precisamos de orçamento e de autonomia para o gerir. Esperamos que nesta reestruturação [a extinção do Instituto dos Museus e da Conservação e a criação da Direção-Geral do Património Cultural] isso seja contemplado”, expressou hoje Virgílio Hipólito Correia.

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*