Castelo Branco: 120 vítimas de violência doméstica apoiadas desde outubro de 2010

 

O núcleo distrital de Castelo Branco de Apoio à Vítima de Violência Doméstica prestou apoio a 120 vítimas desde a sua formação, em outubro de 2010, anunciou a Associação Amato Lusitano, que gere o serviço.

Nos primeiros dois meses de 2012 foram atendidos 30 casos, disse Maria João Ferreira, uma das responsáveis pela associação.

Nos 120 casos, há apenas seis em que as vítimas são homens.

A violência psicológica é a mais comum e inclui agressões verbais, privação do contacto com familiares, controlo financeiro ou ainda ameaças relacionadas com os filhos.

Segundo aquela responsável, a maioria dos agressores sofre de alcoolismo, o que, “não sendo entendido como uma causa de violência, agrava o perfil de quem ataca”.

Os dados foram divulgados a propósito da campanha “Denuncie: a violência doméstica é um assunto que não pode esperar”, no âmbito das comemorações do Dia Internacional da Mulher, que hoje se assinala.

A iniciativa inclui distribuição de cartazes e folhetos sobre o tema, bem como a projeção de vídeos em salas de espera de diversos espaços públicos da cidade de Castelo Branco.

O objetivo passa por “divulgar os apoios disponíveis e apelar à responsabilidade de todos os cidadãos no combate a este problema social, encarando a violência doméstica como um crime público”.

A Associação Amato Lusitano intervém desde 2006 na área da violência doméstica, através da prestação de serviços gratuitos e confidenciais de apoio psicológico, social e jurídico às vítimas ou familiares.

O apoio é atualmente prestado através do Núcleo Distrital de Apoio à Vítima de Violência Doméstica, financiado pela Segurança Social e pelo projeto “BemMeQuerII: agir e prevenir na violência doméstica”, financiado pelo POPH e tutelado pela CIG – Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género.

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