Associação Académica de Coimbra teme que “grandes reformas” resultem em “cortes cegos”

Foto de Gonçalo Manuel Martins

 

Intervindo na sessão de abertura dos Estados Gerais da AAC, fórum de discussão que reúne até domingo cerca de 20 dirigentes da Associação Académica de Coimbra e dos núcleos universitários, o presidente da direção-geral da AAC, Ricardo Morgado, frisou que o Governo pretende rever diplomas como o Regime Jurídico das Instituições do Ensino Superior, a Lei de Bases de Financiamento e a Rede Nacional de Ensino Superior.

“Concordamos com a necessidade de rever todos estes diplomas legais e também com a necessidade de reorganizar a rede nacional de ensino superior. Mas tememos o momento em que a vontade política de o fazer surge”, alertou o dirigente da maior associação académica do país.

“Grandes reformas em tempo de crise, por norma, significam mais cortes cegos”, avisou Ricardo Morgado.

E adiantou: “isso não poderemos aceitar”.

Frisou que os Estados Gerais têm como objetivo a criação de um espaço de discussão “alargado” com vista à definição de orientações estratégicas para o atual mandato da direcção geral da AAC, iniciado há cerca de um mês.

“Pretendemos discutir e encontrar consensos”, sustentou.

Estarão em debate, entre outros, tremas como a política educativa para o ensino superior, a posição do ensino superior português no panorama europeu, a repartição de custos entre o Estado, instituições universitárias e estudantes e prioridades da ação política.

O fórum decorre à porta fechada e a apresentação de conclusões está agendada para a tarde de domingo.

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